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                  <text>, .

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APRESENTAÇÃO DO TEMA
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■
■-..-u-i .1
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:

,1)
Villaça
Magaly França (Villaça

;

Biblioteca Roberto Simonsen
FIESP/DECAD
FIESPIDECAD
São Paulo, SP

■■ ' '*b
A FID, durante a 10^
10^. Conferência Internacional de Bibliografia,
realizada em Haia^
Haia, em 1931, já definia a documentação como: o processo
jprocesso
os dommios
de reunir, classificar e distribuir documentos em todos ós
domínios do
conhecimento hxunano.
humano.
‘
Sua etimologia e significado foram brilhantemente estudados por
Amtz, da FID, em seu trabalho Documentatio a documento.
'•
Shera entende a dòcumentáção
documentação como parte do conceito dè
de organização bibhográfica, definida como tendo por escopo , a canalização
dos registros gráficos do conhecimento para seus usuários, pára
para todos os
fins e em todos os níveis do saber, de modo a tomar máxima a utilização
social de todos os registros das experiências humanas. Diz ainda: a documentação limita-se ao mundo dós
dos hiunanistas
humanistas e cientistas
cientistas‘ee o seu objetivo é aproximar todas as atividades intelectuais que 'se
se utilizam de registros gráficos dos conhecimentos e todos os serviços intermediários que
transmitem o material registrado do estudioso-produtor ao estudioso-consumidor.
Para Taube, documentação é um complexo de atividades necessárias à comunicação de informações especializadas,
especiah^das, incluindo a preparação, coleção, análise, organização e distribuição dos registros gráficos
do conhecimento humano.
hiunano.
Preocuparam-se em delimitar o campo da documentação, dando
suas definições e interpretações, entre outros: Balbis na Itália, Ranganathan na índia,
Índia, Laclemandière na França, Lasso de la Vega na Espanha,
Schürmeyer na República Federal Alemã, Koblitz na República Democrática Alemã, Tell na Escandinávia, Donker Duyvis na Holanda,
Polushkin na União So^ética
Soviética e Majewski na Polônia.
Todos os autores citados concordam em que a dociunentação
documentação se
preocupa não apenas com o livro, mas, também, com revistas, artigos de
periódicos, filmes, microfilmes,..
microfilmes, microfichas, c fotografias,
fotografia, micrpfotografias.
microfotografias,
-95^
-95Digitalizado
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gentilmente
por;

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�lâniínas, traríspárénciás,
lâminas,
transparências, diapositivos,
Siapositivos, desenhos, mapas, relatórios, especificações, normas técnicas, patentes, fitas gravadas, discos, partituras, diafilmes, cartões perfurados, fotocópias, manuscritos etc.
A documentação teve origem no desenvolvimento acelerado do
serviço « de fefèrêncià,
referência, motivado pela necessidade de se encontrar, tratar
e selecionar, de modo cada vez mais rápido, dinâmico, fácil, uniforme
imiforme e
sistematizado, todas as formas de material bibliográfico, tomando-os disponíveis aos usuários.
Se observarmos as tentativas, bem ou mal sucedidas, de levantamento da bibliografia universal, podemos identificar na evolução da
bibliografia especializada o marco inicial da docmnentação,
documentação, como disciplina básica e indispensável a todas as ciências e artes.
Ninguém ignora as dificuldades de todo o trabalho em âmbito
internacional. Para contornar a freqüente lentidão e oneração dos processos documentários, é prioritária a normalização internacional do formato,
apresentação das publicáções,
publicações, dos resumos e da referenciação bibhográbibliográapresentado
fica.
ficá.
Com esse objetivo, foi criada em 1946, em Genebra, a Organização Internacional de Normalização (ISO), coordenando o trabalho das
Comissões Nacionais de Normali^ção.
Normaliração. O membro nacional da ISO, no
Brasil, é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), tendo
publicado a Normalização 'da
da Documentação no Brasil, infelizmente, ao
que tudo indica, ignorada pela maioria dos autores e editores brasileiros.
Enfim, já dizia Anatole France;
France: todos os progressos são incertos e lentos, freqüentemente seguidos de movimentos retrógrados.
Célia Zaher, em seu livro
hvro Introdução à Documentação, define
muito bem o problema: a inclusão sistemática de índice de classificação,
sinopse, texto progressivamente numerado,
munerado, resumo em língua estrangeira
no final do trabalho (elaborado pelos - autores sem maiores prejuízos financeiros para os mesmos, ou para os editores e levando em consideração
que ninguém melhor que o autor poderá classificar e resumir seu próprio
trabalho) e a inclusão da legenda bibliográfica (indicação da pubhcação
periódica, quanto ao seu volume, número e páginas) irá possibihtar
possibilitar ao
analista ou catalogador a referêiicia
referência mais rápida e sem erros e aos editores a reimião
reunião desses dados num menor espaço possível. Para os processos mecânicos de reprodução e seleção bibliográficas resultará em
economia de material, tempo e espaço.
Apesar dos esforços envidados pela ISO, em âmbito internacional e pela ABNT, no Brasil, a normalização de publicações primárias
ainda se encontra em situação insatisfatória e a documentação no campo
jurídico e administrativo não apresenta exceção.
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�Por oütrò
outro lado, a aplicação de novas técnicas
técnicàs à documentação,
utilizando processos sofisticados de controle e reprodução da crescente
créscente
massa de documentos, a fim de acelerar a recuperação das informações
neles contidas, carece mais do que nunca de
de,uma
uma prévia normalização.
Passaram a J&gt;reócupar
preocupar cada vez mais os especialistas, os problemas também os de terminologia, tradução,
mas não só de normalização, maS
automação etc,
etc.
■
' '!i
-«l
A multiplicidade de novas técnicas, diferentes sistemas e equipamentos surgidos em decorrência de pesquisas realizadas, visando dinamizar a recuperação da informação, veio, paradoxalmenté,
paradoxalmente, aümentar
aumentar as dificuldades de coordenação bibliográfica.
bibliográfica/ , ,, ,
i .• ..
Como não podería deixar de acontecer, os bibliotecários brasileiros vem acompanhando, com
cóm interesse, os progressis
progrèssis havidos no campo
aperfeiçoamento constante
serda documentação, empenhando-se no àpérfei^aniento
cònstantè dos Seíviços sob sua respons^ilidade,
responsmilidade, em menor
ménor ou maior grau, de acordo com
os recursos disponíveis, dependendo
depéndendo da menor óü
ou maiór
maior visão, interesse
e apoio dos órgãos de decisão, a que estão afetps
afetos os serviços.^
serviços.
e,
Contudo, não só os
òs'profissionais
profissionais da documentação jurídica e administrativa, inas
mas também*
também os usuários, ^vêm
vêm ^demonstrando
demonstrando lun
um interesse
cada Vez
vez maior pelos progressos da eletrônica eé a
â possibilidade de utilização de modernos equipamentos, tanto Ha
na tecupéráção
recuperação da ■ informação,
tramitação ^da^
da justiça e da administração.
quanto na dinamização da ^tramitação
As modernas’técnicas
modernas técnicas dé"’documentação
de documentação oferécem,
oferecem, alôm
além da velocidade eletrônica, infinitas perâpeétiVaS
perspectivas * para a
a' transformação dos processos judiciais, diminuindo o custo da adnijnistração
adininistração da justiça e evitando
o eno
eiTO nas decisões, ^tanto,
tanto jurídicas quanto administrativas.^
administrativas.
. i- .i j
'
O crescimento excessivo
excéssíVo da legislação
légísláção impossibihta
impOssibiHtà õ
o conhecicorihècimento completo de normas legais, resultando ;em,
em penalidades por inframentp
ções involuntárias.
involuntárias.,, j,,
i,i
,i.,
, ,
, Afirma ,ò
o Deputado Heriríqué
Henrique Tumer
Tinner cjue,
que, até 1971, áS’
ás leis e
atos com força de lei e os
òs decretos atingiam, já, um total
tPtal de 109.054. V
Segundo o Prof. Carlos Alberto Dunshee de Abranches, as leis
do iriquiliiiato,'‘
inquilinato, por ,'exéinplo,
exemplo, São
SãP tão'
tão imperfeitas e mudaram
niüdaram tanto de
critério, que dificihneiité’locádorés
critério,’
dificilmente locadores fee locatários Conhecem
conhecem seus
séuS direitos
direitoá e
obrigações, o mésfflo
mesmo acontecendo
acònfecendo com aà legislação itrabâlhistá,
trabâlhista, previdenprè^Wdenciária, agrária,'financeira'
agrária, financeira e tributária, que representam um verdadeiro
Verdadeiro
quebra-cabeças.
*
i ■ k* '
'■!
c, q
Só podemos
podemos dar
dar razão
razão a,,Bergeret,
a Bergeret, que
que afirmou:
afirmou; ,“A
“A marcha
marcha no
no
t Só
sentidp,,de
sentido
de melhor
inelhor ordem de coisas é indecisa e |CÒnfusa.*|^,,
confusa."
''
O Ministério do
do&gt; Supremo Tribunal Federal
Federal,vinha
vinha )lutando
lutando ícom
com
as maiores dificuldades para dar acurada atenÇão
atenção a essa vultosa legis'legislação.
• ''UI! :;u
-97-97'—

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.
Assim, a Casa Civil da Presidência da
da, República e as Mesas
da Câmara dos Deputados ée do Senado Federal, uniram-se para introduzira
duzir a computação no Legislativo.
;j.'. •. &gt;
Foi iniciada em 1971, em Brasília, a reforma lia
da Cârhara
Câmara dos
Deputados, tendo sido criada, subordinada ao.Centro
ao Centro de Documentação
e Informação, a Seção de Legislação Brasileira. Cabe-lhe a grande responsabilidade do acompanhamento, anáhse, classificação . e organização
dos catálogos.
.
'^•
• &gt;
Por outro lado, a Presidência do Senado Federal determinou
que se iniciassem estudos de viabihdade
viabilidade de aplicação
aphcação de
de. procesrós
processos eletrônicos nas atividades do Poder Legislativo.
Foi criado um Grupo de Trabalho, subordinado à Presidência
do Senado, e que hoje constitui o PRODASEN. Elaborado em 1972, o
Plano conta com a participação da Câmara dos Deputados, que, diga-se
de passagem, possui rrma
uma plêiade de excelentes bibliotecários.
bibuotecários.
O Projeto inclui, entre os sistemas, o SIL — Sistema de Informação Legislativa, que é composto dos subsistemas: Referência Legislativa, - Referência bibhográfica.
bibliográfica. Controle de Projetos e Comissões, Elaboração e Controle de Orçamento, SDI
SDI—
— Disseminação Seletiva de Informações e Administração da Biblioteca.
Bibhoteca. ,
'
Já estão sendo ordenados textos legais, dados júrisprudenciais
jurisprudenciais e
decisões dos tribunais,
tribimais, elaborados os programas do computador e levantamentos da jurisprudência e da doutrina, através de palavras-chave.
A reimião
reunião de especialistas nas áreas de Biblioteconomia, Direito, Eletrônica e Administração, para aplicação
aphcação desses avanços, trarão, sem
dúvida, novo alento aos trabalhos desse importante Poder da República.
Repúbhca.
J
Experiências também estão sendo levadas a efeito pelos Tribunais. Por exemplo: na Guanabara, foi elaborado irm
bimais.
um plano piloto para
a coordenação, por computador, dos processos ■ afetos à Vara de Execuções Criminais do Tribimal
Tribunal de Justiça. O computador dirá quais os de&lt; .;,ntos que deverão ser soltos e quais os que continuarão presos e por que.
&lt;^^ntos
Os Ministérios também não estão alheios à moderna documentação. Como exemplo, podemos citar o Ministério de Minas e Energia,
que implantou o Projeto LEMME (Legislação do MME) para indexação
de toda a legislação referente a minas, energia e combustíveis, com em«
prego da CDU e descritores.
As Universidades também vêm acompanhando com interesse o
desenvolvimento da docirmentação:
documentação: o Departamento de Ciências Jurídicas
Jmrídicas
da PUC, por exemplo, deu início ao processamento de dados e à elaboração de um
irm glossário de palavras-chave, a fim de compilar a jurisprudência em matéria de locação.
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�Na Faculdade de
de Direito
Dirèito da Universidade de São Paulo, que
Dociunentação, responsável pela publicação
já conta com um Centro de Docmnentação,
do IPCD, índice de Periódicos Correntes de Direito, vai ser promovido
um curso sobre “Informática Jurídica”, de P a
a, 31 de agosto, ministrado
pelo Prof. Marió
Mario G. Losano, da Universidáde
Universidade de Milão.
A dociunentação
docmnentação jurídica tem merecido a atenção, entre outros,
do Ministro Vitor
Vitof Nunes Leal, Prof. Tito Rezende, Prof. Otto Gil, Prof.
Igor Tenório (autor de Direito e Cibernética), do Prof. Pereira Lira,'do
Lira, do
Ministro Bilac Pinto, do Pròf.
Prof. Garlos
Carlos Alberto Menezes, dos bibliotecários:
Abner Lellis Corrêa Vicentini, Marieta Pestana Novack, do Desembargador Luís Antônio de Andrade, da Guanabara, que sugeriu, em 1971, a
criação de um
run Centro Nacional de Informática, Jurídica e Centros Regionais, para o tratamento
trataménto e recuperação da
dá documentação jurídica: leis,
lèis,
doutrina e jurisprudência.
^
■A
A Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, FEBAB,
ateiidendo ’ à solicitação de bibliotecários militantes em bibliotecas juríatendendo
jmídicas, durante a realização do VI Congresso de Biblioteconomia e Documentação, em Belo Horizonte, criou mais uma Comissão Especial que passou a chamar-se FEBAB/CBDJ, da qual somos a atual Presidente.
A Comissão Brasileira de Documentação Jurídica, FEBAB/CBDJ,
tem como finalidade, proiriover
promover a cooperação entre os bibliotecários da
área jurídica, coordenando em âmbito nacional,’as
nacional, as atividades dos Grupos
de Trabalho em Documentação Jurídica, das Associações de Bibliotecários, em cada Estado, procurando fixar os padrões mínimos e alcançar
paulatinamente a homogeneidade dos processos técnicos, pára
para que, realmente, as bibliotecas especializadas dà
da área, se constituam na infra-estrutura indispensável aos programas dos Centros de Documentação
Docmnentação e ao
SNICT.
«• Neste primeiro ano de mandato, já contamos com cinco Grupos
de Trabalho, nos seguintes Estados: Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio
Grande do Sul e Guanabara.
Guia das Bibliotecas Especializadas BrasiObservando que o Gúia
leiras, publicado pelo IBRD, não havia contado com a colaboração de
todas as bibliotecas jurídicas existentes, distribuímos questionários detalhados, que, respondidos, possibilitarão a pubhcação,
publicação, oportunamente, do
Cadastro das Bibliotecas Jurídicas no Brasil.
Certamente, essa pubhcação
publicação e as atividades da FEBAB/CBDJ,
que vêm recebendo toda a colaboração dos colegas, pela qual aqui deijamos nossos agradecimentos, servirão’de
servirão de estímulo à cooperação intensa
entre as bibliotecas da área, contribuindo para o atendimento, cada vez
mais eficiente, aos usuários.
Quanto ao aperfeiçoamento'
aperfeiçoamento dos bibhotècários militantes
mihtantes em bibliotecas jurídicas e administrativas, estes não dispõe ainda, no Brasil,
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�de Cursos regulares de Pós-Graduação e Mestrado, em sua área exclusiva
de especialização.
especialüiação. '
'j- i ;..í.. • i ^ ... i
.1 »
1
•,
,
Parece oportuno sugerir que , o IBBD se empenhe f na mobilização de reciursos,
recursos, para ministrar cursos de ■ Documentação Jurídica
Jurídica, e Administrativa, concedendo bolsas, e estudando a possibilidade de convênios com
com, as instituições empregadoras, que nianteríam
manteriam o pagamento do
diu^ação do Curso,
salário do bibliotecário, durante toda a diuução
Ciurso, estabelecendo
simultâneamente convênios com a Câmara e o Senado,,
Senado, para a realização
de estágios, nos modernos serviços implantados.
, ,
;
, (
Esperamos também que as bibliotecas especializadas, mesmo as
de menor porte, das cidades do Interior, distantes das capitais mais desenvolvidas, mas que têm os mesmos deveres para com os séus
seus usuários,
não sejam esquecidas pelo Congresso Nacional
Nacional. Que este “mobilize recursos e desenvolva projetos que venham ao encóntroj
encontro, não só da solução
de seus problemas internos, mas, também, dos que afetam toda a coletividade”. Que o SIL “coloque à disposição de toda a NAÇÃO,,
NAÇÃO, a formidável quantidade de dados que serão armazenados nesses sistemas”.
administrativa, parece não haver dúQuanto à documentação administrativa,'parece
vida de que o impulso renovador partiu do Dr. Luís Simões
Simõès Lopes, em
1940, com a criação do primeiro Serviço de Documentação, do DASP,
que revolucionou o Serviço Público, criando a consciência da necessidade
de uma documentação
dociunentação eficientemente organizada.'
organizada.
Seguiu-se a criação, em 1941, da primeira Escola do DASP para
o Ensino Superior de Administração.
; .i i 1
1
Já em 1949, o Relatório do DASP, afirmava que a Documentação, como instrumento do Estado e da Administração, concorreu decisivamente para que, de simples registro de atos e fatos administrativos,
arquivo inexpressivo de papéis e documentos pertencentes ao passado,
documentação administrativa se tomasse elemento de real utilidade para
os administrados, para fixar e reproduzir um pensamento, uma realização,
uma etapa do progresso ou uma conquista do passado.
passado.^
Eis aí, portanto, uma das finalidades precípuas da Documentação Administrativa: recapitular os acontecimentos passados, para orientar
os empreendimentos futuros.
Valendo-se da Dociunentação,
Documentação, a Administração Pública serve-se
a si própria, mas deve servir também às gerações futuras, transmitindo-lhes
as idéias, aspirações e conquistas, servindo aos que foqam
forjam a grandeza e
a prosperidade do País.
É fundamental
fimdamental que os órgãos incumbidos de informar, preenÊ
cham integralmente suas finahdades,
finalidades, pois não há Documentação sem
Informação.
Tanto na área 'civil
civil, quanto na militar, há uma necessidade vital
de informações.
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�Toda a obra do Governo, todo empreendimento construtivo pressupõe documentação sobre o objetivo visado e sobre os meios disponíveis
para atingir o fim colimado. '
- - .
.
Para a conscientização e .aa formulação científica dà
dã problemática
administrativa no Brasil, muito contribuiu a Fundação Getúlio Vargas e
sua Escola Brasileira de Administração Pública,
Pública,"’em
em 1952, e a Escola de
Administração de Empresas, de São
Sãò Paulo.
A moderna Administração não se limita apenas às técnicas opeoçeradonais rotineiras, mas é uma disciplina que integra o conjimto
racionais
conjunto das ciências humanas e nela a informação correta é a base do diagnóstico e, por
extensão, até do planejamento e da decisão administrativa.'
administrativa.
A técnica administrativa atual não pode deixar de usar de forma
avançada e ultra-racional, tanto a cibernética, como a lingüística, como
a semiótica, ou a eletrônica, no seu instrumental de recepção de dados,
controle e emissão de informações.
'
'
Benedicto Silva, referindo-se à utilização prevista e crescente de
compctadores eletrônicos no processamento de dados e informações, prenuncia mudanças absolutamente revolucionárias na arte e ciência da Admmda
ministração, prevendo, em título dado a um de seus artigos, o futuro “estatelante” da Documentação.
.
Essa previsão, não é mais do que uma extrapolação das tendências atuais de racionalização do trabalho em todos os setores , da atividade
humana, juntamente com uma visão antecipada da.
da utilização de computadores para armazenar, em suas memórias, uma formidável massa de
informações.
Aos bibliotecários brasileiros, responsáveis pela Documenaação
de colocá-la a serviço
Administrativa no País, caberá enfrentar o desafio de.colocá-la
da execução e coordenação dos programas do governo, da eliminação dos
entraves burocráticos, do desenvolvimento dos reciursos
recimsos humanos, do fortalecimento dos sistemas de planejamento e orçamento, de fortalecimento
da direção superior, da descentralização administrativa, da sistematização
do controle, da racionalização do trabalho administrativo, da produtividade administrativa, da utilização dos recursos comunitários, que constituem aspectos importantes da Reforma Administrativa para o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil.
Brasil
GONSULTADA
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
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10..
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Procuradoria Geral, Rio de Janeiro, (23): 1-21, 1970.
-102-

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gentílmente

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ii
11

12
12

13
13

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Cibernética e direito. Brasília, Coordenada Editora de
, Brasília, 1970.
r
.
28. TENÓRIO, Igor.'
Igor. Cibernética e direito. Revista da Ordem dos Advogados
do Brasil, Rio de Janeiro, 2 (3): 153-68, maio/ago. 1970.
24. TENÓRIO, Igor. Direito e cibernética. Brasília, Coordenada Editora de
Brasília, 1970. 130 p.
26. VTCENTINT,
VICENTINI, Ahner
Abner Lellis
LeUis Corrêa. Da biblioteconomia à informática;
evolução do conceito de documentação. Revista do Serviço Público,
105 (3) : 251-95. set./dez. 1970.
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4-10 jul. 1971.
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Janeiro, 1968. 174 p.

-103Digitalizado
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