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                  <text>APRESENTAÇÃO DO TEMA

Maria Luísa
Luisa Monteiro da Cunha
Divisão de Biblioteca e Documentação
da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP
“O acesso
ocesso à cultura e ao conhecimento
está intimamente ligado ao “direito de ler"’,
ler”, que
está implícito no princípio do direito à livre
expressão do pensamento.”’
pensamento.”'

“Para que te conheças, compara-te com outros.” Após transcrever este pensamento de Goethe, Louis Shorcs
Shores ^ diz que nós, bibliotecábibhotecários, não escapamos ao mal que tem afetado a humanidade;
humanidade: a falta de
comparações significativas. Sugere que iniciemos as comparações indi^'idualmente, com outros bibliotecários, e colctivamente,
coletivamente, como bibliotecas,
%'idualmente,
em nossa própria cidade, em nosso estado, região, país, e até intemaciointemadonalmente. Recomenda, outrossim, que os estudos comparativos se processem fugindo à norma de “uma biblioteconomia excessivamente pragmática e despropordonalmente
desproporcionalmente preocupada com técnicas e coisas tangíveis.” Refere-se ao fato de os levantamentos e inquéritos serem em geral
levados a efeito quantitativamente e que os padrões neles estabelecidos
voltam-se sempre para as estatísticas como base para medidas. Acrescenta: “contamos as aquisições correntes e medimos o tamanho de nossas
coleções, ao invés de avaliar qualitativamente as idéias que elas se destinam a disseminar.” Sahenta que a biblioteconomia “necessita de padrões
comparativos sem ênfase excessiva aos aspectos quantitativos.”
À luz desse mesmo conceito, no documento apresentado à conferência anual da IFLA em Copenhague, em 1969, Humphreys®
Humphreys ® informa
não ter utiUzado
utihzado questionários porque estes, quando muito pormenorizados, são um fardo para os bibliotecários. Para o estudo sobre as bibhotecas
bibliotecas
nas novas universidades, preferiu os relatórios individuais, porque “evidenciam as várias fases do desenvolvimento da biblioteca
bibhoteca e não se hmitam
limitam
a uma série de estatísticas baseadas na pré-concepção dos resultados do
inquérito.”
Na elaboração desta pequena e limitadíssima contribuição para
o II Encontro de Diretores de Bibhotecas Centrais Universitárias, não
dispusemos, nem do resultado de análise de questionários, nem de rela-229Digitalizado
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�tórios que nos permitissem chegar à situação ideal recomendada por
Wilkinson, * ou seja, o estabelecimento da relação “entre necessidade e
atendimento,” assim como a uma
luna avaliação das atitudes mentais que sublinham os padrões de serviços comuns em nossas bibliotecas.
Achamos, todavia, que a sugestão do poeta alemão seria oportuna
neste momento em que, tal como nossos colegas em todos os países, nos
submetemos a verdadeira autocrítica no empenho de nos atualizarmos
com objetivo de situar a biblioteca imiversitária
universitária na era eletrônica em
que vivemos, tomando como ponto de partida o abandono ao isolacionismo
para nos integrarmos nas atividades que exigem esforço cooperativo.
Alguns,
Algims, menos otimistas, deixam de lutar e se acomodam à rotina, certos de que biblioteconomia avançada e documentação constituem
privilégio dos países desenvolvidos. Intimida-os a posição de relevo que
a biblioteconomia já conquistou nesses países, mormente nos Estados Unidos. Assim sendo, nem tentam saber como e quando na América do Norte
a biblioteca universitária conseguiu alcançar o status atual. Talvez se animassem lendo o trabalho no qual, ao descrever o desenvolvimento da biblioteca universitária norte-americana, Rothstein ® narra episódios verdadeiramente pitorescos, como o que se segue: “Em 1860, o Reitor da Universidade de Yale respondia ao bibliotecário que ameaçava demitir-se
porque pagava seu único auxiliar com verba extraída do seu próprio salário e também pelo fato de ser ele quem mantinha acesa a estufa, única
fonte de aqueeimento
aquecimento de todo o prédio: “Com relação ao seu pedido de
demissão, penso o seguinte: o cargo de bibliotecário não alcançou posição
procurado por um homem de mente ativa; assim sendo,
que o
0 leve a ser procmado
a Escola não lhe pode conferir maior importância.” O bibliotecário era
Daniel Coit Gilman, que se demitiu e, logo depois, foi o presidente fundador da Johns Hopkins University. A biblioteca da Universidade de Yale,
que em 1850 contava apenas 21.000 volumes, embora tivesse sido fundada
em 1711, hoje figura entre as mais ricas bibliotecas imiversitárias
universitárias do mundo.
O que ocorreu em Yale sucedeu nas demais universidades americanas.
“As duas mudanças fundamentais verificadas nas universidades
americanas foram (1) a disseminação da idéia de que os estudantes deveamerieanas
riam estudar por sua própria iniciativa e (2) a expansão dos programas
para inclusão do ensino científico, técnico e profissional, com prioridade
ao trabalho de pesquisa. Até meados do século XIX, a universidade americana se limitava à formação de professores. A nova imiversidade
universidade deu
lugar ao cientista e elevou a pesquisa à condição de uma profissão.”
Na Europa, “a nova universidade moderna foi a alemã de Humboldt, no século XIX, a qual, depois de ser, no início, a universidade de
pesquisa humanística,
humanístiea, fez-se a universidade de pesquisa de ciências humanas, físicas e natmais. Foi na Alemanha, que ingleses e americanos foram aprender como reformar suas próprias universidades, pela criação da
escola pós-graduada de estudos avançados e de pesquisa.” ®
-230-

Digitalizado
Dígítalízado
gentilmente por:
gentílmente

11

12

1i:

�A transformação ocorrida na Universidade teve grande influência no desenvolvimento da biblioteca. Os novos programas implicavam
obrigação à consulta às bibliotecas, à organização de seminários e de estudos em grupo. Pouco a pouco, o professor passou a ser um orientador
que incentiva o trabalho individual, promove os “estudos de casos” e faz
com que o estudante se aperfeiçoe na investigação bibliográfica segundo
segimdo
seu campo de interesse.
Diz acertadamente Normam Roberts ^ que “ao adaptarem seus
serviços às novas circimstâncias,
circunstâncias, os bibliotecários aceitaram a necessidade
de novos padrões profissionais e criterioso julgamento de técnicas e atitudes. É óbvio — acrescenta — que os bibliotecários de 1970 se assemelham
f)Ouco aos da década de 50 ou mesmo de 60, em termos de serviços e quaf)ouco
idade da administração.”
O interesse crescente de entidades e indivíduos em relação à biblioteca imiversitária
universitária e os serviços que ela presta não só ao ensino superior
e à investigação científica, como também à coletividade em geral, se evidenciam nos estudos pormenorizados amplamente divulgados em livros,
hvros,
nas revistas profissionais, nas publicações editadas pelas universidades ou
por instituições internacionais como a OEA, a UNESCO, a FID, a IFLA
e outras.
Todavia, a observação “in loco” sempre foi o meio mais adequado
para a apreciação de serviços e organizações de qualquer natareza.
natureza. Eis
porque, em 1961, logo após a Conferência Internacional de Catalogação,
nos empenhamos em visitar bibhotecas universitárias e nacionais em
Londres, Haia, Amsterdã, Paris, Colônia, Francfort, Munique, Berna e
Zurique. Como características comuns a todas essas bibliotecas, observamos as que se seguem;
seguem:
a) todas as bibliotecas visitadas possuem laboratórios de reprodução fotográfica
fotográifica para a produção de microfilmes,
diapositivos, cópias xerográficas etc. ;
b) todas possuem, igualmente, serviços de referência bibliográfica bem organizados, com livre acesso às estantes,
neste setor;
c) todas editam publicações de caráter bibliográfico e informativo segundo o escopo da instituição a que pertencem. Por exemplo, a Biblioteca do Museu Alemão, em
Munique, tem até mesmo uma oficina tipográfica e é responsável pela impressão e edição dos trabalhos dos cientistas e pesquisadores daquela instituição altamente científica;
d) muitas bibliotecas centrais universitárias são igualmente
as bibliotecas do Estado ou da Municipalidade em que
se situam. Exs.: A Biblioteca da Universidade e do Estado de Francfort, e a da Universidade e da Municipalidade de Berna;
e) os processos técnicos de aquisição, catalogação, classificação de livros e assinaturas de periódicos são levados
a efeito na Biblioteca Central;
-231Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�f) com exceção das bibliotecas centrais das Universidades
de Amsterdã e de Zurique, todas as bibliotecas visitadas
dispõem de ótimas instalações com equipamento moderno e fimcional.
funcional. Cumpre notar que a biblioteca da Universidade de Amsterdã iniciou a construção de novo edifício em 1960, e a do Estado de Munique, já deve ter
reconstruído o prédio que então ocupava, modernizando
seus vários departamentos, como ocorreu com o amplo
e bem equipado Departamento de Línguas
Ldnguas Orientais;
g) há grande interesse na organização e ampliação de Catálogos Coletivos, considerados elementos imprescindíveis
à pesquisa técnica e científica.
Dada a exigüidade de tempo, nossa apreciação foi baseada em
cm
rápida observação, suplementada pelas informações prestadas pelos atenciosos diretores de bibliotecas que gentibnente
gentilmente nos atenderam.
O progresso que a tecnologia moderna permitiu se efetuasse em
todos os campos do saber, influiu na organização dos serviços bibliotecários, como evidencia a ampla literatura sobre o assimto.
assunto. Na Europa, a
FID e a IFLA, mormente em suas reuniões anuais, divulgam o resultado
de suas Comissões, entre as quais é de nosso especial interesse a Subcomissão de Bibliotecas Universitárias da IFLA.
No documento a que nos aludimos, Humphreys ®* se refere às
características comuns evidenciadas no confronto dos relatórios recebidos;
(1) em geral, a Biblioteca Central é o centro metodológico e administrativo para a rede de bibliotecas da Universidade. Centraliza a aquisição, os processos técnicos e a organização dos acervos da Universidade;
contudo, em algumas universidades o Diretor da Biblioteca Central não
administra todas as verbas, ocorrendo, não raro, caber à Central verba
menor que a destinada às bibliotecas departamentais; (2) a indicação
do Diretor da Biblioteca é feita, no mínimo um ano antes do início de
funcionamento da Universidade (grifo nosso); (3) há empenho em se
construir a coleção da biblioteca antes da chegada dos primeiros estudantes (grifo nosso); (4) são generosas as verbas destinadas às bibliotecas no início de sua organização; (5) há pouca evidência de cooperação entre as universidades mais novas sob qualquer aspecto de desenvolvimento bibliotecário; (6) quase todas as bibliotecas nas universidades novas se desenvolveram de maneira convencional; provavelmente consideram ser ainda prematuro o emprego de métodos mecanizados e da
automação; apesar disso, algumas bibliotecas imiversitárias
universitárias alemãs alcançaram êxito no uso de computadores; (7) na URSS a Biblioteca Central
é predominantemente biblioteca científica.
Ê citado o exemplo da Universidade da Califórnia onde, por sugestão de Mr. Melvin Voigt, antes de ser encetado o programa acadêmico
de três novos Campi, foi organizada uma coleção padrão de 75.000 volumes que, jimtamente
juntamente com mn catálogo completo em cada campus, já
estava preparada para o uso ao tempo da chegada dos primeiros estu-232Digitalizado
gentílmente por:
por;

�dantes. A seleção das obras se processou
proeessou sob a orientação de especialistas
de nível universitário
imiversitário de todo o país. Em 1967 a ALA publicou o catálogo sob o título: Books for college libraries:
líbraries: a selected list, tendo como
editores Voigt e Treyz.
Em estudos acerca das bibliotecas universitárias, Humphreys,®
verificar que mesmo nos países desenHolley e Roberts levam-nos a verifiear
volvidos, há problemas comuns às bibliotecas
bibhotecas em todos os continentes,
como: eseassez
eomo:
escassez de verbas, o que limita as possibilidades de expansões
ou de inovações; dúvida quando à efieiêneia
eficiência de uma eentralização
centralização total
quando o aeervo
acervo ehega
chega a tais proporções que a sua fragmentação em
unidades menores talvez seja mais indieada;
indicada; insatisfação de muitos bibliotecários em exercício
exereíeio em bibliotecas
biblioteeas pelo fato de não serem devidamente aproveitados seus conhecimentos
conheeimentos profissionais e dotes culturais;
eulturais;
falta de eooperação
cooperação com toda a amplitude requerida; necessidade de
melhor treinamento do biblioteeário
bibliotecário no que concerne ao planejamento
de serviços; maior flexibilidade com relação à aceitação de novas técnicas; necessidade de serem as bibliotecas
biblioteeas universitárias
imiversitárias reconhecidas como
entidades autônomas, cabendo ao bibliotecário diretor da Biblioteca Central o mesmo status dos diretores de faeuldades
faculdades ou escolas; necessidade
de estabelecimento de uma carreira com vários níveis de acesso; importância do assessoramento de especialistas em áreas especializadas, ou
mesmo da contratação de programadores e analistas de programas.
Entre os fatos mais importantes deseritos
descritos por Humphreys
em
artigo sobre os desenvolvimentos reeentes
recentes ocorridos nas bibliotecas universitárias inglesas, merecem
mereeem menção: (1) a organização racional das
diversas atividades bibliotecárias,
biblioteeárias, de modo que o trabalho é distribuído
de uma seeção
secção a outra sem solução de continuidade; (2) o elevado padrão, não só no que concerne aos Processos
Proeessos Técnicos, como também em
relação aos planos intemaeionais
internacionais de cooperação e integração biblioteeábibliotecárias; assim, ná
há grande interesse na aplieação
aplicação do projeto MARC e muitas
bibliotecas usam o sistema MEDLARS americano,
biblioteeas
amerieano, mediante ligação com
a estação MEDLARS, na Suéeia,
Suécia, que serve a todos os países da Europa;
(3) intenso movimento visando ao abandono dos sistemas privados de
classificação; (4) adoção do AACC e (5) identificação dos títulos das
elassifieação;
publicações com o emprego do ISBN; (6) contratação
eontratação de analistas e programadores, visando ao uso do eomputador;
computador; e de espeeialistas
especialistas em vários
v^os
campos, para auxílio na organização de coleções especializadas
espeeializadas e orientação dos leitores; (7) a subvenção anual média concedida às bibliotecas
é de 4% do orçamento anual de toda a Universidade, sendo que as construções novas são tratadas separadamente e não se ineluem
incluem no orçamento
anual da entidade superior; (8) a indústria, os órgãos governamentais e
as instituições de pesquisa forçam as universidades a tomarem seus serviços mais acessíveis;
aeessíveis; conseqüentemente, as bibliotecas
biblioteeas universitárias
atendem também elientela
clientela oriunda de instituições não imiversitárias,
universitárias, como
firmas e outras.
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gentilmente

�ESTADOS UNIDOS
Num país, como
cx&gt;mo nos Estados Unidos, onde há organização bibliográfica perfeita em todos os níveis, as questões atinentes ao ensino, em
todos os graus, têm prioridade nos programas de ação do Governo; a pesquisa científica tem ampla possibilidade de progredir, não só na esfera
governamental como no âmbito da atividade particular; a tecnologia encontra campo propício para sua implantação e aprimoramento, as bibliobibbotecas universitárias pucleram
puderam facilmente acompanhar a evolução da Bibboteconomia e da Documentação, integrando redes nacionais e internacionais de sistemas de informação.
Empreendimentos de relevo, alguns com raízes no século XIX,
como: (1) a obra pioneira de Jewett quanto à catalogação
eatalogação cooperativa;
(2) a criação da ALA, cujas atividades direta ou indiretamente têm
influído na organização bibliográfica internacional; (3) os sistemas de
classificação de Melvil Dewey e da Bibboteca do Congresso, pontos de
partida para a eliminação
ebminação do caos bibliográfico que impedia a organização
adequada das bibbotecas;
biblioteeas; (4) a Bibboteca do Congresso — Meca de todos
os bibliotecários, sem distinção de credos pobticos ou rebgiosos
religiosos ou barreiras étnicas e culturais — cuja atuação tem influenciado as diretrizes da
Bibboteconomia mxmdial
mundial mediante projetos de relevo como: “Shared
Cataloguing”, catálogos coletivos, catalogação na fonte, o projeto MARC
e outros menos divulgados mas igualmente importantes; (5) Universidades como a Columbia University, a de Chicago — para não estender a
lista de citações — onde milhares de estudantes bolsistas estrangeiros têm
adquirido ou aperfeiçoado conhecimentos bibboteconômicos de alto nível,
constituíram abcerce sóbdo para a organização das bibbotecas universitárias em alto padrão.
Sucede, entretanto, que as bibbotecas universitárias estadunidenses chegaram a tal ponto de crescimento e expansão, que, agora, a exemplo do que não raro sucede com empresas de vulto e até mesmo com certas civilizações,
correm o risco de entrarem em crise, podendo mesmo
decair, se medidas adequadas não forem tomadas em tempo oportimo.
Em seu estudo sobre a organização e administração de bibbouniversitárias urbanas, Holley
tecas xmiversitárias
faz referência ao “crescimento fenomenal” das bibbotecas universitárias norte-americanas. De fato, o total
de volumes que em 1961/62 era de 201.423.000, passou a 350.000.000 em
1970/71. Concomitantemente, o aumento do pessoal foi de 21.100 para
48.000. Obviamente, o custo operacional teve aumento, passando de
$183.700.000 para $600.000.000.
.•
Sendo o grande crescimento das coleções uma característica constante das universidades estadunidenses, a “atenção se voltava mais para
os problemas financeiros, o processamento das obras e a admissão de pessoal, do que para novas formas de administração e organização.” Daí o
aparecimento de problemas cuja solução requer, conforme as circunstâncias, o auxílio
auxíbo de firmas especiabzadas em administração.
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11

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i:

�Bolton/® vice-presidente da Divisão de Administração InstituBolton,^®
cional de Booz, Allen
AUen e Hamilton Inc., prevê, para o ensino superior na
década de 70, “dias de instabilidade econômica e relativa redução orçamentária;” prediz “novas modalidades de organização e administração,
assim como novas funções para as bibliotecas e para os bibliotecários.”
Urge, afirma, “que o bibliotecário analise como se situará no processo de
modificação e pense como deseja surgir após o torvelinho que sacudirá
as instituições cultmais.”
cultvuais.”
Talvez para evitar crises decorrentes de problemas administrativos, várias universidades norte-americanas vêm se empenhando em estudos visando a luna
uma reformulação quase total de sua estrutura, conforme
o caso. Duas grandes bibliotecas universitárias, a de Los Angeles, na Califórnia, e a de Colúmbia, em Nova Iorque, já podem apresentar o resultado desse trabalho. O estudo relativo à biblioteca da Universidade de
Colúmbia, foi realizado pela BAH.
Entre os problemas estudados, têm relevo: (1) a hierarquização
administrativa; (2) a clássica subdivisão dos serviços em duas áreas distintas: processos técnicos e serviços para o púbbco;
público; (3) a participação
efetiva do pessoal da biblioteca nas atividades técnicas e administrativas.
Obviamente, o velho tema da centralização os descentralização foi novamente debatido, chegando alguns a indagar: “por que não encararmos
inente
melhor a descentralização coordenada de Harvard, onde cada escola ou
faculdade tem sua própria biblioteca? Por que o princípio de descentralização não é aplicado às grandes bibliotecas imiversitárias, fragmenimidades menores, mais facilmente administradas? Apesar
tando-as em unidades
dessas indagações e dúvidas, as bibliotecas universitárias nos Estados
Unidos continuam e provavelmente continuarão a manter a centralização
dos serviços e acervos bibliotecários.”
bibliotecários.”^’
Nossos colegas neste II Encontro de Diretores de Bibliotecas
Centrais Universitárias devem estranhar termos nos alongado tanto em
relação às bibliotecas de outros países, ao invés de nos referirmos logo
aos nossos próprios problemas. Prende-se nossa atitude a dois fatores:
(1) achamos, como foi exposto inicialmente, que poderemos analisar melhor nossa situação se nos compararmos com outros; (2) o diagnóstico
completo de nossas bibliotecas imiversitárias,
universitárias, fundamentado na anáhse
dos questionários para este fim elaborados, cabe ao Grupo de Implantação da Comissão Nacional de Bibliotecas Universitárias.
Assim, nossa contribuição é mais no sentido de levantamento de
problemas, pondo em relevo situações que são análogas em outros países.
Íiroblemas,
países,
Moveu-nos,
doveu-nos, outrossim, o desejo de salientar
sahentar que no campo das bibliotecas universitárias, algumas universidades brasileiras já encontraram soluções que permitem se ombreiem com as dos países mais desenvolvidos.
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gentílmente

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12

i:

�SITUAÇÃO NO BRASIL
Embora a experiência brasileira do ensino superior “já se estenda
por 160 anos, apresentando a passagem de uma cultura literária para uma
científica, o que representa a grande mutação operada no ensino superior nos tempos modernos, a universidade só veio a existir formalmente
desde 1920, portanto, há 53 anos. Apesar das universidades do Distrito
Federal e de São Paulo terem lançado em 1934 e 35 as bases de uma imiuniversidade com maior integração, nem mesmo a criação da Faculdade de
Filosofia, em 1934, impediu que as escolas perdurassem como instituições
autônomas, dentro da federação universitária.”
Ocorre que “a própria Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, que deveria ser, na mente dos fimdadores
fundadores da nova instituição, a
pedra de toque de uma reformulação dos laços entre as escolas postas
sob administração comum, acabou também por buscar os seus próprios
alvos sem realizar nunca o papel integrado que lhe fora conferido. Mas
não foi só: à medida que passava o tempo, outras escolas e institutos se
iam estabelecendo sem que uma idéia ordenadora comum os ligasse, sem
que um plano as articulasse.
Disso se depreende que “um sistema de
ensino com 160 anos de existência e que, nos últimos 30 anos se viu ampliado em proporções incríveis, não pode ex-abrupto ser modificado para
um modelo ideal que se plasmou mentalmente.”*®
mentalmente.”
As bibliotecas universitárias não podiam deixar de refletir a situação das nossas imiversidades
universidades e sua organização inicial o revela. No
que concerne às nossas bibliotecas, podemos repetir as palavras do Prof.
Mario G. Ferri com relação à reforma imiversitária na USP: “Uma coisa
é criar uma nova Universidade, outra é propor a reorganização de uma
instituição já existente, com seus costumes, suas virtudes e seus defeitos...
não se pode, pura e simplesmente fazer tabula rasa dos costumes e tradições que, se existem, é porque representam, de algum modo, uma realidade.”
dade.”*'
Transferindo este conceito para o campo da biblioteca universitária brasileira, comprovamos a veracidade da exposição do Prof. Ferri
com o exemplo da Biblioteca Central da Universidade de Brasília, em
contraste com a situação da USP, onde só depois de 26 anos de existência da Biblioteca Central, começa a ser sentida a necessidade de maior
integração, iniciada com a fusão das bibliotecas que hoje constituem a
do Conjunto das Químicas, e a oficialização do Grupo de Integração do
Sistema de Bibliotecas
Bibhotecas da USP. ** Outrossim, é evidente entre os Bibliotecários Chefes das diversas unidades universitárias, o desejo de centralização dos Processos Técnicos, das Permutas e da organização da Biblioteca Depositária.
1954 e 1973
O ano de 1954 assinalou um marco na história das nossas bibliotecas com a realização, no Recife, do 1?
19 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia.
-236Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�Para esse memorável certame, elaboramos documento sobre as
bibliotecas universitárias em nosso País
(V. anexo 1, com a comparação da situação em 1954 e atualmente).
O problema mais sério, na época, era a dificuldade de aceitação
de luna
uma Biblioteca Central. Habituadas a uma plena autonomia, as várias
Unidades Universitárias receavam que luna
uma biblioteca central surgisse
com o plano de centralização total dos acervos.
Talvez por esse motivo, nas Universidades da Bahia e do Rio
Grande do Sul serviços de finalidade idêntica à da Biblioteca Central da
USP foram instalados com o nome de Serviço Central de Informação Bibliográfica (SCIB) e no Recife e em Minas Gerais, o nome escolhido
para o mesmo fim foi o de Serviço Central de Bibhotecas.
O próprio Catálogo Coletivo, cuja organização propusemos em
nosso trabalho,
sugerindo fossem “as Bibhotecas Centrais ou Serviços
equivalentes existentes nas Universidades brasileiras sede do Catálogo
Coletivo do estado a que pertencessem,” causou tal impacto em São Paulo
com a pubhcação da Resolução Governamental que regulou seu funcionamento,
que chegamos a receber telefonema de um Conselheiro amigo, alertando-nos para o fato de que “se continuássemos com semelhantes idéias de centralização, muitos professores influentes acabariam não
só com a Biblioteca Central, como também conosco. ” Felizmente, pu.só
demos esclarecer nosso objetivo e o Catálogo Coletivo não só se manteve, como continua em desenvolvimento e atuahzação, hoje representando 60% do Catálogo Coletivo Nacional. .
Apesar das dificuldades oriundas
oriimdas da própria estrutura das Universidades brasileiras, os bibliotecários universitários nunca esmoreceram
em seus esforços e o progresso que as nossas bibhotecas apresentam hoje
em dia é prova inconteste do zelo com que seus dirigentes cumpriram a
alta missão de organizar os acervos de modo a tomá-los verdadeiros veículos de informação e cultura.
O confronto entre a situação das bibhotecas universitárias nos
países desenvolvidos e no Brasil, evidencia que, qualitativamente, não
estamos aquém dos nossos colegas do exterior no que se refere à capacidade profissional.
O Seminário Interamericano sobre Bibhotecas Universitárias
promovido pelo CHEAR em 1961 discutiu, entre outros problemas, os fatores que impedem o progresso no desenvolvimento das bibhotecas universitárias na América Latina. Entre eles, os que ainda nos afetam são:
(1) a ausência de serviços bibhotecários
bibliotecários centralizados ou coordenados;
(2) exigüidade de material técnico; (3) dificuldade de obtenção de informação bibliográfica sobre hvros e periódicos correntes relativos à América Latina; (4) distribuição inadequada de trabalhos de base, estudos e
sumários de discussões dos seminários e conferências de Biblioteconomia
(em particular, o Seminário sobre Aquisição de Material de Bibliotecas
Bibhotecas
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gentilmente por:

�da América Latina). Entre as necessidades que o Seminário registrou,
duas, pelo menos, ainda são evidentes entre nós: a falta de comunicação
comimicação
entre Bibliotecários, Corpo Docente Administrativo da Universidade, e o
estudo, em profimdidade,
profundidade, da situação das nossas bibliotecas universitárias.
imiversitárias.
A Reforma Universitária propiciou oportimidade
oportunidade para a solução
de vários problemas apontados não só no Seminário promovido pelo
CHEAR, como também no que se realizou sob os auspícios da UNESCO
em Mendoza, de 24 de setembro a 5 de outubro de 1962.
1962.^'^
Consideramos oportima
oportuna a comparação entre o sugerido neste último, o que já foi solucionado entre nós e o que ainda necessitamos alcançar:
1■
1.

2.

3.

“Que se reconozca a la biblioteca como parte de estructura total de la universidad y como elemento fundamental de la docência
docenda y de la investigación.’’
investigación.”
Alcançado em parte, eis que ainda vigorando a autonomia das faculdades dentro da Universidade, o interesse
e apoio dispensados à biblioteca continuam a depender
do prestígio do Bibliotecário Chefe jimto
jxmto à direção da
Faculdade e ao Corpo Docente.
“Que cada Universidad estabelezca una biblioteca cen"Que
tral o organismo centralizador equivalente encargado
de: a) planeamiento y administración; b) control de Ias
actividades de Ias restantes bibliotecas; c) la centralicentrálización de los procesos técnicos; d) el mantenimiento
y la utilización dei fondo bibliográfico y documental,
y e) Ia
la extensión
extension bibliotecária.”
bibliotecária."
Nas universidades federais, o reconhecimento da Biblioteca Central como órgão suplementar possibilitou
fosse alcançado esse objetivo. Resta-nos esperar que as
demais universidades brasileiras sigam este exemplo.
“Que cada biblioteca universitária tenga su propio reglamento en el que se fijen los derechos y déberes
deberes de los
bibliotecários, así como tambien Ia
la índole de sus relaciones con los
Ias autoridades universitários. Dicho reglamento deberá establecer la estructura interna de la biblioteca y sus funciones administrativas, técnicas y de
servido.”
servido."
Alcançado “in totum."
totum.”

4.

“Que el director de la biblioteca forme parte dei organismo de gobiemo de la universidad o de la faculdad.”
Parece-nos ainda em estágio utópico, embora devamos
nos empsnhar
empenhar para a sua obtenção a curto prazo.
5. "Que
“Que la direcdón de la biblioteca cuente con una comisíón consultiva asesora, a la cunl
cual el director pueda
someter aquellos asuntos cuya consulta juzgue oportunas,
oportunai.
La coordinaxnón
coordinadón de los tareas de este organismo corresponderá al director de la biblioteca."
biblioteca.”
-238-

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gentílmente por:
gentilmente

3J

11

12

13

�Solucionado em algumas imiversidades
universidades brasileiras mediante a criação do Conselho Bibliotecário (exs. Minas
Gerais e Recife). Na USP, o Grupo de Integração do
Sistema de Bibliotecas da USP funciona com finalidade
semelhante.
6.

“Que la
"Que
Ia biblioteca reciba por lo menos un 5% dei total
presupuesto universitário destinado a fines educativos.”
edveativos.”
Como decorrência da total autonomia das Unidades Universitárias, a distribuição de verbas para bibliotecas não
é uniforme, ocorrendo serem algumas beneficiadas com
mais de 5% do orçamento total da Faculdade ou Instituto a que pertencem, ao passo que outras dispõem
dispwem de
verbas que não chegam a alcançar 1%. Um dos questionários distribuídos pela Biblioteca Central da USP
para levantamento atualizado da situação das bibliotecas da Universidade, revelou que determinada biblioteca só pode contar com “as sobras do orçamento da
Entidade a que ijertence,”
pertence,” não lhe tendo sido conferida
verba alguma nos exercícios de 1971 e 1972.

Na problemática das bibliotecas universitárias brasileiras, avultam, entretanto, certos fatores de solução difícil, embora não impossível,
eis que se prendem não à infra-estrutura das Universidades, mas à carência de bibliotecas públicas e escolares e à falta de bibliotecários, uma vez
que nossas Escolas de Biblioteconomia ainda não fornecem o número indispensável para a satisfação de nossas necessidades.
A OEA, em seu incessante e extraordinário esforço em prol do
desenvolvimento das bibliotecas neste Hemisfério, tem se referido à necessidade de maior número de bibliotecários com estudos básicos e especializados. Marietta Daniels Shepard, a incomparável e infatigável Bibliotecária das Américas, cita que, “como ejempio
ejemplo de la gravedad dei problema, se estima que en Brasil, em 1967, solamente aparecen matriculados en Ias escuelas de bibliotecários algo más de 1.000 estudiantes con
290 estudiantes en el tercero y ultimo ãno de estúdio, lo que,
que equivale a
solamente 3 por dento
ciento de lo que el país requiere al nível profesional.”
públicas,
A escassez de bibliotecas públicas,^®
a dificuldade que encontram as existentes para o devido atendimento aos milhares de leitores que
a elas recorrem, a falta, quase total, de bibliotecas escolares, fazem com
c;ue as bibliotecas universitárias despendam grande parte do seu tempo
que
no atendimento a leitores de nível médio, geralmente estudantes do l*?
1*? e
29 graus. Além disso, não estando habituados a freqüentar bibliotecas nem
2*?
ao manuseio de obras de consulta, os estudantes, de modo geral, chegam
à Universidade em total earência
carêneia de uma iniciação bibhográfica.
bibliográfica.
Eis porque muitos de nossos bibliotecários universitários têm
tomado a iniciativa de organizar cursos de pesquisa bibhográfica
bibbográfica para o
Corpo Docente e Discente de Faculdades e Escolas. São exemplos dignos
dos maiores encômios, e revelam o esforço que nossos colegas desenvolvem além das tarefas específicas que lhes cabem.
-239-

Digitalizado
gentilmente por:

^
11

12

i:
1

�Ainda mna
uma vez, a Reforma Universitária possibilitará a solução
do problema, com a instituição dos cursos básicos onde poderão ser ministradas aulas sobre pesquisa bibliográfica e introdução à biblioteconomia.
Pelo exposto, chegamos à conclusão de que o bibliotecário universitário brasileiro é, antes de tudo, um
mn bravo.
Realmente, mal saindo de um curso profissional que ainda se
ressente de uma base essencialmente humanística e de uma orientação
excessivamente técnica, ele se vê à frente de problemas de toda natureza,
cuja solução requer maiores conhecimentos, até o momento só possíveis
de obtenção mediante cursos e estágios em países mais desenvolvidos,
ou após anos de experiência e trabalho em bibliotecas
bibUotecas e atualização em
cursos de aperfeiçoamento, em geral esporádicos, em sua própria cidade
ou estado.
Cabe, aqui, especial menção ao IBRD, pela atividade pioneira
no que concerne à oportunidade de especialização e aperfeiçoamento oferecida aos bibliotecários
bibhotecários desde 1955, com o Curso de Pesquisas BiblioBibhográficas, hoje denominado Curso de Dociunentação
Documentação Científica, que já
conferiu diploma a 434 bibliotecários, dos quais 48 do exterior. Graças,
ainda, ao IBBD,
IBRD,
bibliotecários brasileiros puderam ascender ao Mestrado, eis que, desde 1970, o Instituto oferece o curso de pós-graduação.
Louvável, também, a iniciativa das Associações de Bibliotecários
que promovem anualmente cursos de atualização.
Outra medida salutar foi a criação dos Grupos Especializados
instituídos pela Associação Paulista de Bibliotecários em 1963 e cujo número atualmente ascende a 6, conquanto o sexto, o de Direito, já criado,
ainda não esteja em funcionamento. Esses Grupos não só propiciam atualização constante de conhecimentos profissionais, como permitem entrosamento de atividades e planejamentos de alto significado, como a aquisição planificada, entre outros.
Urge, pois, que os bibliotecários universitários brasileiros possam dispor de:
1.

cursos de graduação que obedeçam a um currículo mínimo condizente com nossa era de grande desenvolvimento científico e tecnológico;
2. cursos de pós-graduação nas principais Escolas de Biblioteconomia e Documentação oficiais ou oficialmente
reconhecidas;
3. bolsas de estudo para aperfeiçoamento nos Estados Unidos e na Europa onde, além dos estudos superiores, terão oportunidade de estagiar em excelentes bibliotecas
e centros de documentação;
4. verba não inferior a 5% do orçamento total da entidade
a que a biblioteca imiversitária
universitária esteja filiada;
fil'ada;
-240Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

�5.

plena autonomia técnica e administrativa para a biblid-f
biblio-f
teca universitária, na qualidade de órgão suplementar
teca,
da Universidade;

6.

uma rede nacional de bibliotecas universitárias preferivelmente vinculada ao Conselho de Reitoria ou a entidade governamental que lhe confira todo o apoio quanto ao seu plano de funcionamento e às medidas que necessite propor ou reivindicar com o objetivo de obter:
obter;
(1) o entrosamento de atividades; (2) a racionalização
do trabalho em bibliotecas universitárias; (3) o intercâmbio de pessoas e experiências; (4) a transferência
de tecnologias; (5) o planejamento em âmbito local, regional e nacionaL

Entretanto, para a obtenção de uma
vuna rede nacional de bibliotecas
universitárias realmente bem integrada e funcional, serão imprescindíveis;
imprescindíveis:
(1) o abandono dos sistemas privados de classificação; (2) a participação
em estudos efetuados por Grupos de Trabalho e Comissões que visam
à unificação
imificação dos processos técnicos; (3) os estudos e planejamento de automação de bibliotecas em âmbito nacional; (4) a adoção
aaoção do AACC, obviamente com as adaptações indicadas segundo as nossas necessidades,
devendo, contudo, ser evitadas decisões que não representem a opinião
da maioria dos bibliotecários brasileiros; (5) intenso e constante intercâmbio de idéias e experiências válidas.
Cumpre, ainda, que os bibliotecários ouçam o conselho de
Adkinson e Dubéster®^
Dubester®^ e aceitem o desafio que a tecnologia moderna
lhes faz, a fim de que o tratamento do material audiovisual em todas as
suas modalidades, e o emprego da automação em bibliotecas, não lhes
escapem, passando às mãos de outros profissionais, como já ocorre em
algumas bibliotecas do país e do exterior.
Outrossim, não fiquem indiferentes às palavras de Bolton ®^
quando adverte que “para não emergir na nova estrutura em posição menos influente e efetiva que a sua atual, o bibliotecários universitário deverá desenvolver suas aptidões no sentido de: (1) ser um planejador eficiente; (2) levantar fundos além das verbas usualmente destinadas às
bibhotecas dentro do orçamento geral da Universidade; (3) ser um inobibliotecas
vador, no sentido de elaborar projetos condizentes com esta década de
comunicações via satélites, transmissões fac-similares e outros recursos que
a nova tecnologia põe à disposição dos bibliotecários para a rápida transferência de informações; (4;
(4) persuadir-se de que a flexibilidade e a criatividade conduzirão a melhores realizações e banirão a idéia, já surgida
em alguns
algims meios, de que a biblioteca universitária padece de “artrite administrativa.”
Temos para nós que o fator primordial na solução dos problemas que afetam a biblioteca universitária, não só no Brasil mas em qualquer outro país, é a conscientização de que Biblioteconomia não é simDigitalizado
gentilmente por:
por;
gentílmente

�plesmente um enfeixamento de técnicas manuais ou automatizadas, mas
sim, e predominantemente, uma questão de MENTALIDADE.
NOTAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.
2.
3

ORGANE^ÇAO DOS ESTADOS AMERICANOS. Programa de DesarrORGANI2^ÇAO
ollo de Bibliotecas — A tener acceso a la cultura',
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Washington, D. C., 1971. 40 + 6p. (Cuadernos
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In: JACKSON, Miles M. — Comparative and intemational
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4.

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international librarianship. Westport,
Miles M. — Comparative and intemational
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5. ROlilSTEIN,
ROTHSTEIN, Samuel — From reaction to interaction: the development of
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North-American imiversity library. Canadian Library joumal,
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6. TEIXEIRA, Anísio — Educação no Brasil — São Paulo, Ed. Nacional,
1969, 386 p. (Coleção Cultura, sociedade, educação, v. 3).
7.
8.
9.

ROBERTS, Norman — University libraries. Library Associatum
Association Record,
73(l):7-8, 1971; 73(6): 110-112, 1971; 74(3):47-49, 1972.
HUMPHREYS, K.W. — Op. cit.
HUMPHREYS, K.W. — Op. cit.

10.

HOLLEIY, Edward G. — Organization and administration of urban
HOLLETY,
university libraries. College &amp; Research Libraries, 33(3): 175-189, 1972.
11.
ROBERTS,
Norman — Op. cit.
11..
12. HUMPHREYS, K.W. — Développments récents dans les bibliothèques
universitaires en Grande-Bretagne. Bulleün
Bulletin des Bibliothèques de France,
14(ll):455-464, 1969.
13. GIBBON, Edward — The decline and fali
fall of the Roman Em‘pire.
Empire. Chicago,
Encycloi)edia
Encyclopedia Britannica, 1955. 2 v.
14.

HOLUEY,
HOLLEY, Edward G. — Op. cit.

15.

BOLTON, Earl C. — Response of university library management to
changing modes of university govemance
governance and control. College &amp; Research
Libraries, 33(4):
33(4):305-311,
305-311, 1972.
16. BOOZ, ALMN
ALLEN AND HAMILTON, INC. — Organization and staffing of
the libraries of Columbia University: a summary of the case stnidty.
study.
Washington, D. C., Association of Research Libraries, 1972.
17. HOLLEY, Edward G. — Op. cit.
18. TEIXEIRA, Anísio — Op. cit.
19. SÃO
SAO PAULO. Universidade — Memorial sobre a reestruturação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1968. 39p.
20. TEIXEIRA, Anísio — Op. cit.

Digitalizado
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�21. SAO PAULO. Universidade — Memorial, op. cit.
22. SAO
SÃO PAULO. Universidade — Portaria GR n’
n' 1.804, de 29 de maio de
1972. Regimento interno oficialtmente
oficiahnente aprovado e publicado no DO
Estado de 16-3-1973.
23. CUNHA, Maria Luiza Monteiro da — Bibliotecas universitárias e alguns
de seus problemas. Recife, 1954. 18 f. [mimeogr.] [Informe apresentado
ao 1’ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia].
24. Ibid.
25.

SAO PAULO. Governo — Resolução n^
n’ 678, de 20 de novembro de 1965:
recomenda às Repartições públicas estaduais que contribuam regularmente para a atualização dos catálogos coletivos da Biblioteca Central
da Universidade de São Paulo e dá outras providências. São Paulo, Palácio do Governo, 1956.

26.

INTER-AMERICAN SEMINAR ON UNIVERSITY LIBRARIES —
Summary of findings of Inter-American Seminar on University Libraries;
Libraries:
relationships between libraries and the universities and between libraries
and the community. New York, Institute of International Education,
relationship between libraries and the universities and between libraries
1961. 8 p. [Informe multicopiado preparado por Marieta Daniels, relatora].

27.

SEMINÁRIO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA AMÉRICA LATINA, 1’, Mendoza, 1962. — Inprme.
Informe.
Mendoza, UNESCO, 1962.

28.

SHEPARD, Marieta Daniels — La Organización de los Estados Amer.Americanos y su potencial para la coraboración en el mejeramiento
mejoramiento de la
ia
ãocumentación cientifica en la America Latina. Washington, OEA,
documentación
(Cuadernos bibliotecologicos, 53).
1971. 27 p. (Cuademos
ALMEIDA JUNIOR, Antonio Ferreira de — A carreira de bibliotecário.
São Paulo, Expansão do Ensino Superior, 1961. 31 p. (Os profissionais
de nível superior,
superior. Boletim n''
n’ 4).

29.
30.

A cidade de São Paulo, com uma população de 6.000.000 de habitantes,
tem uma Biblioteca Municipal à qual se filiam 12 bibliotecas-ramais.
O total do acervo dessas 13 bibliotecas é de 1.029.000 volumes e para
todo o trabalho, não só técnico, como também de atendimento ao público,
a Biblioteca Municipal conta apenas com cerca de 45 bibliotecários.

31.

ADKINSON, Burton W. &amp; DUBESTER, Henry J. — The new challenge
for university and technical libraries. Copenhagen, IFLA, 1969. 13 f.
[Apresentando à International Association of Technological University
Libraries and University Libraries Section of the International Federation
of Library Associations, Copenhagen, August, 1969.]

32.

BOLTON, Earl C. — Op. cit.
ANEXO

Comparação entre a situação das bibliotecas universitárias brasilei1' Congresso Brasileiro de Biblioteconomia rearas em 1954, ano de realização do 1’
lizado no Recife, e em 1973, quando o 7’ Congresso nos proporciona a oportunidade de verificar o grande desenvolvimento da biblioteconomia no Brasil,
nesse espaço de dezenove anos.
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11

12

1

�1954
Observação preliminar: Embora, muito antes da realização do Congresso de Biblioteconomia no Recife, tivessem sido remetidas solicitações de
informes às'
às 17 bibliotecas universitéirias então existentes, apenas 4, respectivamente da Bahia, do Recife, de Minas Gerais e do Distrito Federal (então
Rio de Janeiro), enviaram suas respostas. Conseqüentemente, de modo geral, no presente trabalho, a Relatora só estabelece comparação entre as referidas bibliotecas em 1954 e atualmente. Outrossim, caberá ao Grupo de Implantação da Comissão Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias apresentar o resultado do levantamento da situação das nossas bibliotecas
univesitárias, levado a efeito mediante elaboração e distribuição de questionários.
As 12 conclusões do Informe que a mesma Relatora apresentou ao
1'
U Congresso de Biblioteconomia realizado no Recife, serão comparadas com
atual, como se segue:
a situação atuóil,
1954
1. Rio, Recife e São Paulo já apresentaram algum progresso no que
concerne à coordenação de atividades através de uma Biblioteca Central (ou
seu equivalente) em funcionamento.
2. Nota-se, no Recife, maior tendência para a centralização técnica
e administrativa, geralmente a meta mais difícil de ser alcançada, pelo fato
de serem as diversas unidades universitárias ciosas de sua perfeita autonomia,
3. Provam as informações recebidas e a experiência no nosso setor
de trabalho, que no meio universitário brasileiro ainda não é devidamente
apreciada a vantagem de uma direção central que coordene os serviços das
bibliotecas.
1973

A Reforma Universitária, ocorrida em 1969, determinou o estabelecimento de bibliotecas centrais nas universidades federais. A regulamentação
das bibliotecas centrais recentemente criadas e a reestruturação das já existentes, permitirá a centralização administrativa ou, pelo
pslo menos, a dos processos técnicos.
BRASÍLIA
Embora a Universidade de Brasília tenha “iniciado suas atividades
docentes em abril de 1962, sem biblioteca, “diante do clamor de professores
contratados e intimados a dar um curso verdadeiramente superior” ela se “sentiu compelida a organizar o que é hoje, com todas as suas deficiências, a melhor biblioteca universitária do Brasil”. A Biblioteca Central da Universidade
de Brasília é exemplo perfeito de uma racionalização das atividades bibliotecárias, com centralização total em um só edifício — caso até o momento
único, na América Latina. Pela sua organização e excelentes instalações, a Biblioteca Central da Universidade de Brasília é justo motivo de orgulho não
só para seus planejadores e dirigentes, como também para todos os bibliotecários brasileiros.
BAHIA
BAHIA.
A Biblioteca Central da UFBa, criada pelo Decreto n’ 62.241, de 8
de fevereiro de 1968, trabalha em rede com 27 unidades universitárias e apresenta um acervo global de mais de 400.000 volumes. Centraliza os serviços de
senta__
seleção e aquisição de livros e publicações periódicas, pesquisa bibliográfica
e reprografia. É Subcentro da Biblioteca Regional de Medicina (BIREME).
Para maior dinamização dos serviços será aplicado o sistema Medline da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

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�MINAS GERAIS
A Biblioteca Universitária, órgão suplementar vinculado à Reitoria
(Arts. 76 e 78 do Estatuto), constitui-se em um sistema integrado por todos
as Bibliotecas da UFMG. Centraliza a aquisição, os processos técnicos, a reprografia e a permuta nacional e internacional de publicações.
A Biblioteca Universitária terá a seguinte organização: I — Órgãos
órgãos
centrais: (1) Conselho Bibliotecário; (2) Direção; (3) Divisão de Aquisições;
(4) Divisão de Processos Técnicos; (5) Divisão de Informações Bibliográficas.
II — Órgãos integrantes: As 17 Bibliotecas das várias Unidades Universitárias.
Além de outras atribuições que lhes são próprias, cabe às bibliotecas
das Unidades, Departamentos e demais órgãos da UFMG, o início do processo
de seleção das obras destinadas aos seus respectivos acervos, bem como a execução de serviços de bibliografia e traduções em seus campos específicos.
RECIFE
No Recife, o Serviço Central de Bibliotecas passou em 1963 a Serviço
de Documentação, que compreendia: Biblioteca Central, Secção de Bibliografia, Secção de Publicação e Divulgação e Laboratório Cine-Fono-Fotográfico.
Com a Reforma Universitária é criada a Biblioteca Central, que inclui
Os seguintes órgãos: (1) Conselho Técnico Administrativo; (2) Diretoria; (3)
Assessoria; (4) Secretaria; (5) Divisão de Aquisições; (6) Divisão de Processos Técnicos; (7) Divisão de Circulação; (8) Divisão de Documentação; (9)
Divisão Administrativa.
Está em fase de acabamento o edifício-sede da Biblioteca Central no
Campus Universitário. No novo prédio serão reunidos os acervos de 8 dos Institutos Básicos e a Biblioteca Central manterá bibliotecas setoriais em unidades de ensino profissional e alguns órgãos suplementares. Haverá total centralização administrativa e de processos técnicos, no que concerne à rede de
bibliotecas da Universidade do Recife.
SÄO PAULO
SAO
Na Universidade de São Paulo, apesar da transferência da maioria
das Unidades para a Cidade Universitária, onde todas têm prédio próprio, continua a descentralização total das bibliotecas. Ocorre, com relação às bibliotecas, o mesmo a que o Prof. Mario Ferri se referiu no Memorial sobre a Reestruturação da Universidade de São Paulo: “uma coisa é criar uma nova Universidade, outra é propor a reorganização de uma instituição, já existente, com
seus costumes, suas virtudes e seus defeitos. Não se pode, simplesmente, fazer tabula rasa dos costumes e tradições que, se existem, é porque representam, de algum modo, uma realidade.” Assim sendo, a solução no que se
aplica às bibliotecas, foi o esforço conjugado no sentido de uma perfeita cooperação.
Desse modo, por iniciativa da Biblioteca Central, começa a se implantar com êxito uma “descentralização coordenada”, mediante instituição
oficial do Grupo de Integração do Sistema de Bibliotecas da USP (V. em
anexo. Portaria).
Após minucioso exame dos questionários remetidos a todas as Unidades da USP, está sendo elaborado o Relatório Diagnóstico da situação das bibliotecas da Universidade. Os levantamentos anteriormente levados a efeito
pela Biblioteca Central datam, respectivamente, de 1954, 1961 e 1969.
As atividades do Grupo são distribuídas entre várias Comissões que
se incumbem de estudos que merecem tratamento prioritário, como: (1) estabelecimento de padrões mínimos para as bibliotecas da USP; (2) uniformização futura de formulários e impressos; (3) empréstimos; (4) automação.

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�Desse modo, o Grupo contribuirá para que as bibliotecas da USP possam se integrar de maneira efetiva em redes nacionais e internacionais de
informação científica.
1954

4. Ainda não foi atingida em todas as universidades do Brasil a situação ideal de só poderem ser admitidos oo
ao serviço técnico, em bibliotecas,
os portadores de diploma de bibliotecário conferido por Escola oficial ou oficialmente reconhecida.
1973
A Lei 4.084, de 30 de junho de 1962, regulamentou a profissão de bibliotecário e fez com que dessa data em diante só os bacharéis em biblioteconomia pudessem exercer funções inerentes à Biblioteconomia e à Documentação. Os Conselhos de Biblioteconomia exercem fiscalização eficiente e põem
termo às situações anômalas ainda vigentes. As escolas de biblioteconomia,
que em 1954 eram apenas nove, são atualmente dezenove, e têm possibilitado
a formação de maior número de bacharéis em Biblioteconomia, o que facilita
o cumprimento da lei, embora ainda seja enorme nosso deficit
déficit com relação
aos bibliotecários de que necessitamos. O IBBD, oferecendo cursos especializados desde 1955, já conferiu certificados a centenas de bibliotecários brasileiros e de outros paises.
países. A partir de 1970 possibilitou a ascensão ao mestrado
a 16 bibliotecários brasileiros, sendo 8 da Guanabara, 2 do Rio Grande do Sul,
2 de São Paulo, 1 do Estado do Rio de Janeiro, 1 de Minas Gerais, 1 de Brasiha e 1 do Amazonas. Graças a esses cursos, nossas bibliotecas universitásília
rias podem contar com profissionais capacitados para a organização biblio^ábibliográfica e documentária em alto padrão. Com o mesmo objetivo, embora ainda
sem conferir grau de Mestre, várias escolas de biblioteconomia brasileiras
vêm oferecendo cursos de aperfeiçoamento a bibliotecários já diplomados. Algumas Associações de Bibliotecários também promovem anualmente cursos
de atualização.
Digna de encômios, a iniciativa da Associação Paulista de Bibliotecários, ao instituir, a partir de 1963, os Grupws
Grupos Especializados, cujo número
atualmente ascende a 6, conquanto o sexto, o de Direito, já criado, ainda não
esteja funcionando.
Os bibliotecários da Universidade de São Paulo, entrosados no Grupo
Bibhotecas da Universidade, vêm trabalhando
de Integração do Sistema de Bibliotecas
com grande
greinde êxito.
1954
5. Só em São Paulo e no Rio de Janeiro existem nas Bibliotecas
Centrais universitárias catálogos coletivos de livros já organizados e em fase
adiantada de funeionamento.
funcionamento.
6. Só na Biblioteca Central da Universidade de São Paulo existe
um Catálogo Coletivo de Publicações Periódicas, atualizado até 1953, inclusive.
1973

O Catálogo Coletivo de Livros e de Periódicos, sediado no IBBD, se
articula com 14 Catálogos Coletivos Regionais em pleno funcionamento. Em
1956, São Paulo lança o plano de subdivisão do Catálogo Coletivo de Periódicos por grandes áreas de assunto, e em 1968 publica o Catálogo Coletivo de
Medicina e Assimtos
Assuntos afins. O IBBD publica em 1970 o Catálogo Coletivo de
Tecnologia, já com o emprego da automação.
1954
7. A centralização do serviço de permutas bibliográficas ainda se
encontra em estágio utópico.

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�1973
Apesar da realização, em São Paulo, em 1956, do Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Publicações, ainda não se fez, até agora,
qualquer planejamento de p&gt;ermuta,
permuta, mesmo em âmbito regional. Há estudos
em andamento e é possível que a Comissão Nacional de Bibliotecas Universitárias consiga solucionar o problema, mediante elaboração de planejamento
inicialmente regional e posteriormente nacional e internacional.
1954
8. O empréstimo entre bibliotecas é eventual e empírico, não tendo
sido até agora objeto de entendimentos, nem mesmo entre as bibliotecas da
mesma Universidade.
1973
O empréstimo entre bibliotecas não só é prática constante em nossas
bibliotecas universitárias, como também obedece normas internacionais.
1954
9. A técnica da Catalogação não é uniforme, predominando as adaptações locais, que dificultam a organização dos catálogos coletivos.
1973
Embora ainda perdurem alguns sistemas discrepantes, as bibliotecas
universitárias, em sua maioria, seguem os Princípios estabelecidos na Conferência Internacional de Catalogação (Paris, 1961) e o AACC (Anglo-American
Cataloguing Code). Outrossim, as Associações de Bibliotecários e as Escolas
Catalogmng
de Biblioteconomia
Bibboteconomia se empenham na obtenção de unificação da técnica catalográfica. Articulação com entidades internacionais como a IFLA, a OEA (Programa de Fomento às Bibliotecas), Biblioteca do Congresso, vem facilitando a
implantação de técnicas que se adaptam ao padrão internacional.
A Biblioteca Central da USP tem participação ativa na Catalogação na
Fonte, eis que 50% da equipe de São Paulo é constituída por bibliotecários do
seu quadro de pessoal.
1954

10. Não existe um levantamento geral do patrimônio Bibliográfico
das bibliotecas universitárias brasileiras, das suas possibilidades de intercâmbio e de sua organização técnica e administrativa.
1973
Estudos em andamento em algumas de nossas universidades constituem, até 0o presente, atividades esparsas. A Biblioteca Central da USP publica, desde 1955, o Catálogo das Publicações Periódicas da USP; em 1954,
1961 e 1969, procedeu ao levantamento da situação técnica e administrativa
de suas bibliotecas, mediante questionários para esse fim elaborados. Durante o 7’ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, distribuirá
o Guia das Bibliotecas da USP, obra a ser editada com a participação
particip)ação do
Grupo de Integração do Sistema de Bibliotecas da USP. A Universidade da
Bahia publicou em 1971 o Guia das suas bibliotecas.
A Comissão Nacional de Bibliotecas Universitárias Brasileiras, a ser
criada, permitirá, certamente, que, em futuro próximo, tenhamos não só o
levantamento geral _do
do patrimônio bibliográfico das nossas bibliotecas universitárias, como também conhecimento exato de sua organização técnica e administrativa.
Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
1

�1954

11. A localização dos edifícios das diversas unidades universitárias
em pontos geralmente distantes uns dosoutros, dificulta a articulação dos trabalhos técnicos das respectivas bibliotecas.
I
1973
...
A construção de prédio próprio para a Biblioteca Central facultará
a solução do problema. As Bibliotecas Centrais das Universidades da Bahia,
Bsihia,
do Recife, do Pará, de Brasília, de Santa Maria, que já dispõem de edifício
próprio, brevemente poderão divulgar o resultado de sua experiência neste
sentido.
1954
12. A subordinação da Biblioteca Central Universitária a qualquer
órgão ou departamento da Universidade (exceção feita ao Gabinete do Reitor)
é um embaraço ao seu desenvolvimento técnico e administrativo.
1973
A Reforma Universitária propiciou o reconhecimento da Biblioteca
Central como órgão suplementar, portanto, com plena autonomia técnica e
administrativa. Alcançam desse modo, as bibliotecas universitárias vinculadas
às Universidades Federais, o status ideal, ainda não obtido em algumas universidades do exterior. Sem dúvida, este é o fator de maior relevo na
reestruturação das bibliotecas universitárias brasileiras.
Quanto às SUGESTÕES que a Relatora apresentou no final do Informe sobre a situação das bibliotecas universitárias brasileiras em 1954, será
interessante verificar quantas e quais foram aproveitadas.
SUGESTÕES
1954
1. Seja incluida
incluída entre as Resoluções Finais deste I Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia, Mensagem aos Magnificos Reitores das diversas universidades brasileiras solicitando sejam criadas em todas elas Bibliotecas Centrais
destinadas a organizar, coordenar e dirigir as atividades das várias bibliotecas da Universidade. Nas Universidades onde já existe Biblioteca Central, que
seja assegurado a esta pleno apoio na execução do seu plano de trabalho.
1973
Alcançado em âmbito nacional com relação às Universidades Federais.
Obviamente, o exemplo vem sendo e continuará a ser seguido pelas Universidades particulares.
1954
2. Seja incluída na Mensagem aos Magníficos Reitores um apelo no
sentido de que só possam ser admitidos para o exercício de funções técnicas
em bibliotecas universitárias, bibliotecários diplomados em Escolas de Biblioteconomia oficiais ou oficialmente reconhecidas.
1973

Alcançado, graças à lei 4.084, de 30 de junho de 1962.

1954

3. Figure, ainda, nessa Mensagem, o pedido de criação de Escolas de
Biblioteconomia junto às Universidades brasileiras.
1973
Das 19 Escolas de Biblioteconomia atualmente existentes no Brasil,
16 funcionam como parte integrante de universidades.

Digitalizado
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�1954

Bibliotecas Universitárias
4. Seja criada uma Comissão Nacional de BibKotecas
incumbida do levantamento da situação das bibliotecas universitárias em nosso
País, bem como da unificação das normas técnicas indispensáveis ao perfeito
intercâmbio bibliográfico universitário.
1973
Prestes a ser alcançado, com a criação da Comissão Nacional de Bibliotecas Universitárias Brasileiras, proposta no Encontro Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais, durante a III jornada Sul-Rio-Grandense de
Biblioteconomia e Documentação (28 de maio a 2 de junho de 1972).
1954

5. Seja solicitado às Bibliotecas Centrais ou aos Serviços Centrais de
Bibliotecas já existentes em algumas universidades, um levamtamento dos recursos da Universidade a que pertencem, quanto às duplicatas ou outro material de que dispõem para permutas.
1973
Será decorrente da solução dada ao item 4, acima.
1954

6. Sejam encaminhados às Associações estaduais de Bibliotecários ofiofícies solicitando sua colaboração no sentido de padronização de entradas de nocios
mes de autores brasileiros.
1973
Solucionado com a elaboração do documento n’ 13, apresentado pela
Relatora à Conferência Internacional de Catalogação (Paris, 1961) e que exprimia a opinião da maioria dos bibliotecários brasileiros.
1954

7. Seja organizado e incentivado o empréstimo entre bibliotecas, a
bem da economia geral e do melhor aproveitamento de verbas individuais.
1973
Alcançado.
1973

8. Sejam as Bibliotecas Centrais ou os Serviços Centrais de Bibliotecas existentes em universidades brasileiras designados como Sede dos Catálogos coletivos de livros e de publicações periódicas do Estado a que pertençam.
1973

Alcançado.

1954

9. Sejam as Bibliotecas Centrais ou os Serviços Centrais de bibliotecas universitárias incumbidos do levantamento das publicações oficiais de
sua universidade.
1973
Alcançado na Universidade de São Paulo, desde 1955. A Comissão sugerida no item 4 incentivará a execução dessa tarefa de suma importância.
1954

10. Sejam as Cidades Universitárias do Brasil dotadas de prédio
construído especialmente para a instalação da Biblioteca Central universitária, a fim de que esta possa abrigar convenientemente as coleções qite
que lhe são
próprias e centralizar os processos técnicos de catalogação, classificação, empréstimo e permutas de mateiial
material bibliográfico.
-249-

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gentílmente por:

11

12

1

�1973

Alcançado no Pará, no Recife, na Bahia, em Brasília, em Minas Gerais, na Gucinabara,
Guanabara, em Séinta
Santa Maria.
1954

11. Seja criada junto a cada Biblioteca Central ou Serviço Central
de Bibliotecas universitárias uma Comissão Central de Bibliotecas Universitárias, constituída por cinco membros, dos quais quatro (4) serão representantes
do Corpo Docente da Universidade e o quinto, o Bibliotecário Chefe ou Diretor da Biblioteca Central (ou serviço equivalente). A Comissão Central de
Bibliotecas Universitárias terá caráter consultivo, com exceção do Bibliotecário
Chefe ou Diretor da Biblioteca Central^
Central, que será o membro executivo. O Magnífico Reitor será membro ex-ofício da Comissão Central de Bibliotecas Universitárias.
1973
Alcançado nas Universidades Federais, de forma efetiva, com a instalação dos Conselhos Universitários. Proposta em São Paulo, em 1961, por
Fussier. Solucionado o problema na USP com a criação do Grupo de IntegraFussler.
ção do Sistema de Bibliotecas da USP.
1954
12.
12, Sejam as Bibliotecas Centrais ou os Serviços Centrais de Bibliotecas universitárias subordinados diretamente ao Gabinete do Reitor.
1973
Alcançado de modo mais eficiente com a autonomia das Bibliotecas
Centrais como decorrência da Reforma Universitária.
A Relatora expressa sua satisfação pelo fato de poder testemunhar
que as 12 Sugestões apresentadas em 1954 são hoje esplêndida realidade. Bastaria isto para compensar a série de lutas e os momentos de quase desfalecimento, que tanto a própria Relatora como os bibliotecários de sua geração
enfrentaram quando, no Brasil, a Biblioteconomia ensaiava seus primeiros
passos e o bibliotecário ainda era o grande desconhecido.
O Informe termina com breve comparação entre as Recomendações
dos principais Seminários sobre as bibliotecas universitárias na América Latina
e as medidas que os bibliotecários de Universidades brasileiras têm tomado
para a solução de seus problemas.

-250-

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Documentação&#13;
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