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                  <text>79 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Belém»

29 de julho - 4 de agosto de 1973

Topico:

BIBLIOTECÁRIOS E LIVREIROS

Catalogação-na-fonte:

resultado da colaboração entre

editores e bibliotecários

Por
Lia Manhães de Andrade Frota
Assistente-Tecnico da Presidência
do Instituto Brasi—
leiro de Bibliografia e
Documentação
Assessora do Centro de
Bibliotecnia do Sindicato
Nacional do Editores de Livros
CRB - 7a.

CDU

025.3

CDD

025.35

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4

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Digitalizado
gentilmente por:

Região N9 487

�79 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Belem,

29 de julho a 4 de agosto de 1973

CATALOGAÇÃO NA FONTE:

Resultado da colaboração

entre editores e bibliotecários

Por Lia M. A.

CDU

025.3

CDD

025.35

Frota

Ass I stente-Técnico
da Pres.do IBBD
Assessora do Centro
de Bibliotecnia do
SNEL

RESUMO

A importância da ficha catalogrãfica como veículo
inicial para a disseminação dos dados bibliográficos.

0

papel

das centrais de catalogação e sua profícua contribuição ã normalização, ã economia e ao aproveitamento da mão-de-obra qualifica
da.

Catalogação-na-fonte no Brasil

e a necessidade de conscien

tização dos editores para sua participação direta e maciça

no

sistema, o qual visa a divulgar antecipadamente a produção

li-

vreira nacional e a incrementar sua venda no País e no exterior.
Catalogação-legível-por computador através dos formatos MARC II,
CALCO e MARCAL para maior rapidez na recuperação e disseminação
dos dados catalogrãficos em fitas magnéticas, fichas, bibliografias e catálogos - instrumentos básicos para a transferência

da

informação bibliográfica.

1 - FICHA CATALOGRÃFICA
Dentro do conceito de comunicação, ficha catalográ
fica ê a '‘mensagem" codificada conforme normas nacionais e inter
nacionais estabelecidas para facilitar a transferência da informação bibliográfica.

Esta "mensagem" comunica ao leitor o resul

tado analítico-sintetico de uma obra publicada e compõe-se
seus elementos

identificadores.

Estes elementos identificadores

apresentados de maneira normalizada informam:
veis intelectuais

Quais os responsa

(autor, compilador, tradutor, editor etcT.)

lo documento publicado.

Qual o seu título.

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gentilmente por:

de

I Sc a n
st e m

pe-

Era que numero sua e

�2.
dição se encontra.

Em que local está sediada e o nome de sua e-

ditora publicadora.

Em que ano foi impresso e divulgado.

as suas características físicas ou bibliográficas
mes,

ilustrações etc.).

texto.

Quais

(paginas, volu

0 que merece maior destaque em seu con-

Quais as palavras-chave e/ou cabeçalhos de assunto

expressam seu conteúdo.

Qual(is)

o(s)

representa(m) seu(s) assunto(s) no(s)
ção Bibliográfica.

cõdigo(s)

que

ou número(s)que

Sistema(s) de

Classifica-

Qual o número que representa seu Título den-

tro de sua Editora de acordo com o Sistema Internacional para Nu
meração de Livros.
Estes elementos e as fichas catalogrãficas acumula
dos e organizados sistematicamente constituem u'a massa de dados
bibliográficos que formam os tradicionais catálogos de bibliotecas e bibliografias.

Quando esta massa de dados e tratada

por

processos eletrônicos, facilmente são criados os instrumentos ba
sicos necessários ã informação bibliográfica:

fitas magnéticas,

fichas impressas, bibliografias nacionais, catálogos

coletivos

de bibliotecas etc.

2 - CENTRAIS DE CATALOGAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Diante do desejo de melhorar a técnica da cataloga
ção e levando em consideração seu aspecto econômico e a falta de
mão-de-obra qualificada, vários países criaram centrais de catalogação com a finalidade de distribuir fichas impressas.

Desta

forma um livro é catalogado apenas uma vez e sua ficha utilizada
por várias bibliotecas.
A cooperação mais estreita entre os grandes

cen-

tros bibliográficos do mundo e os novos progressos havidos na utilização das máquinas e na automação das operações efetuadas
nas bibliotecas permitiram a divulgação de informações bibliográ
ficas antes da publicação das bibliografias nacionais.
xemplo temos o L.

Como

e-

C. National Program for Acquisitions and Cata-

loging (NPAC), da Biblioteca do Congresso dos EUA mais conhecido
como Shared Cataloging Program que visa a assegurar a

aquisição

de todas as publicações editadas no mundo inteiro, de

interesse

dos estudiosos, e a divulgar, em seguida, rapidamente, os
catalogrãficos relativos a essas publicações.
te objetivo a L.

2

3

4

5

6

C.

dados

Para conseguir es

vem desenvolvendo a cooperação internacional,

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�3.
sobretudo no campo da catalogação, através das bibliografias nacionais, mediante convênios feitos com as. instituições encarrega
das da publicação das bibliografias nacionais de diversos países
a L.

C. recebe a ultima prova ("boneca") dessas bibliografias

a

fim de selecionar as obras que sejam de seu interesse e dos pesquis. dores americanos, catalogã-las de acordo com os princípios
da catalogação cooperativa, que permite uniformizar, em plano in
ternacional, a descrição bibliográfica, e divulgá-las através das
fichas impressas, das fitas magnéticas MARC e do Catálogo Colet^
vo Nacional.
Imprimindo maior atividade aos trabalhos de catalo
gação utilizados para este fim, as bibliotecas nacionais e

ou-

tras grandes bibliotecas colocaram rapidamente nas mãos dos usua
rios as publicações nacionais, e sobretudo as estrangeiras,
cessárias aos trabalhos de pesquisa especializada.

Desta

neforma

foi possível acelerar os procedimentos da catalogação e do con—
trole bibliográfico; aumentar a venda internacional de publica—
ções colocando-as mais rapidamente ã disposição dos pesquisado—
res e, ao mesmo tempo, reduzir o custo da catalogação das biblio
tecas do mundo inteiro.

Além da Central de catalogação da

Bi-

blioteca do Congresso podem ser citadas, ainda, a Editora Wilson
nos Estados Unidos; a British National Bibliography

(BNB)

a Câma

ra do Livro e a Biblioteca de Lenine da URSS; o Serviço de Inter
câmbio de catalogação do IBBD etc.
Em 1965, o Comitê consultivo internacional de

bi-

bliografia, documentação e terminologia recomendou em sua 3a.Se£
são realizada em Moscou, em abril de 1965, um estudo sobre o assunto a fim de avaliar como esse sistema vem sendo empregado

e

como se apresenta do ponto de vista prático tendo, como resultado, a publicação de R.

S.

GIUAREVSKIJ (1).

Pela enquete

feita

chegou-se ã conclusão de que as fichas distribuídas pelas

cen-

trais de catalogação ainda não representam a totalidade dos

li-

vros adquiridos anualmente pelas bibliotecas , além de não satisfazer-

plenamente suas necessidades quanto ã técnica da catalo-

gação.

Sob este aspecto, a catalogação-na-fonte é muito mais se

gura e fiel porque a ficha impressa na própria publicação é elaborada pelo catalogador com a colaboração do autor e do editor,e
mais eficaz porque permite que as bibliotecas copiem e desdobrem

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st e m

�4.
as fichas tantas vezes quantas forem necessárias , imediatamente
apos a aquisição da publicação.
Embora as centrais de catalogação-na-fonte, encarregadas, apenas, da catalogação dos livros nacionais, tenham sido idealizadas ã epoca das centrais de catalogação para distri—
buição de fichas impressas e ambas co-existam e tenham que

co-

existir, a primeira vem se desenvolvendo em menor escala que

a

segunda devido a dificuldades técnicas e, principalmente, ã falta de colaboração dos editores.
Os editores de revistas científicas e de

periódi-

cos deram os primeiros passos nesse sentido cOm o objetivo de ajudar seus leitores na formação de seus catálogos de artigos

de

periódicos.
Atualmente, a catalogação-na-fonte vem se

impondo

em vários países e suas centrais estão geralmente localizadas
nas bibliotecas nacionais
em grandes editoras

(EUA, URSS), nas câmaras de livros

(URSS, EUA,

Brasil).

ou

Quando a catalogação-

na-fonte for mais difundida e cobrir maciçamente a produção

bi-

bliográfica nacional, as centrais de catalogação de distribuição
de fichas terão apenas que fazer algum.as adaptações e traduzir
para a língua de seu país os termos-chave ou cabeçalhos de assun
to das fichas impressas nos documentos estrangeiros.

3 - catalogaçAo-na-fonte
Catalogação-na-fonte significa a ficha catalográf_i
ca impressa na própria publicação.

Esta ficha impressa no verso

da página-de-rosto ou no final da publicação (quer seja
folheto, publicação oficial ou periódico)

livro,

e como se fora seu car

tão de apresentação informando de maneira resumida, mas precisa,
suas características extrínsecas e intrínsecas.

2.1 - Finalidades
Dentre as finalidades da catalogação-na-fonte destacam-se as seguintes:
- ativar a divulgação da publicação, antes mesmo de impressa;
- facilitar sua encomenda e, conseqüentemente, acelerar sua aqu^
sição;

cm

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19

�5.
- uniformizar os catálogos das bibliotecas;
- promover a interiorização de bibliotecas, onde há carência

de

mão-de-obra qualificada;
- propiciar a transferência de informações bibliográficas em nível nacional e internacional.

4 - catalogaçAo-na-fonte no brasil
A Catalogação-na-fonte no Brasil iniciou-se em
1971, por sugestão da bibliotecária paulista Regina Carneiro

ao

apresentar um trabalho sobre o assunto no III Encontro de Edito^
2
res de Livros realizado em Serra Negra, S.P., em 1970 .
Existem, atualmente, duas centrais de catalogaçãona-fonte no Brasil:

na Câmara Brasileira do Livro (CBL) , em São

Paulo, SP e no Sindicato Nacional de Editores de Livros
Rio de Janeiro, GB.

(SNEL)no

Ambas trabalham, em estreira colaboração, se

guem as mesmas normas e contam, desde o início, com o apoio

in-

tegral do Instituto Nacional do Livro e da Editora da Universida
de de São Paulo.
A Central da CBL é bastante mais produtiva em virtude da colaboração maciça

de 42 Editoras paulistas.

Em

dois

anos de existência catalogou cerca de 1.500 livros, enquanto que
a Central do SNEL, apenas cerca de 400.

Mas os trabalhos do

SNEL persistem na esperança de que os editores cariocas compreen
dam a importância e as vantagens que o sistema catalisa para
suas próprias vendas, mediante a divulgação antecipada de

seu

produto.
Alem da catalogação-na-fonte o SNEL publica, através de seu Centro de Bibliotecnia, o Resumo Bibliográfico

(RB) -

bibliografia brasileira corrente, com periodicidade mensal - que
arrola os livros enviados pelas Editoras comerciais ao
Legal da Biblioteca Nacional.

Deposito

Apenas a minoria desses livros a-

presenta a ficha catalográfica impressa.
A partir do v.

6, n.

6', junho de 197 3 , o RB passou

a incluir, também, as fichas de catalogação-na-fonte, elaboradas
em sua Central e no futuro passará a incluir as elaboradas

pela

Central da CBL, com. o propôsito de atingir mais rapidamente

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3

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15

16

seu

17

18

19

�6.
principal objetivo - divulgar no País e no exterior a produção
livreira nacional, antes mesmo de lançada no mercado.
Temos, no momento, um Projeto de Lei tramitando no
Congresso, elaborado pelo deputado Faria Lima que "obriga a

in-

clusão da ficha catalogrãfica nos livros publicados no País e dá
outras providências".

A conclusão a que chega o senhor deputado

Faria Lima e que "para a realização do projeto de catalogação-na
-fonte, em âmbito nacional,

serâ indispensável um trabalho coor-

denado de bibliotecários e editores^.

Impõe-se uma lei que regu

lamente o processo de catalogação-na-fonte a fim de que o livro,
este disseminador da cultura, seja despojado dos entraves que im
pede sua rápida tramitação e divulgação em âmbito nacional

como

internacional".

4.1 - Metodologia
Quando o livro está ainda em processo de impressão
a Editora envia sua ultima prova - "boneca" - ã Central encarregada pela execução da catalogação, acompanhada de um formulário
elaborado pela Central e preenchido pela Editora.

0 editor

in-

forma sobre os elementos essenciais extrínsecos e o autor, tradu
tor ou compilador sobre o conteúdo, dando as palavras-chave mais
expressivas que o traduzem.

0 catalogador elabora a ficha de a-

cordo com as normas e cõdigos vigentes e a envia, juntamente com
a devolução da "boneca", no prazo máximo de 7 dias, a fim de que
seja impressa no verso da página-de-rosto.

Copias dessas fichas

são enviadas pela Central, por solicitação, ãs bibliotecas
blicas mais representativas,

pu-

e copias selecionadas âs bibliote-

cas especializadas, de acordo com o(s) assunto(s) de seu interes
se, para informar o que está para ser lançado no mercado livreiro do País e facilitar as encomendas ãs Editoras e/ou Livrarias.
No momento em que o RB do SNEL atualizar a divulga
ção das fichas de catalogação-na-fonte não haverá mais necessida
de da remessa de copias das mesmas âs bibliotecas solicitantes.
0 RB será seu instrumento de divulgação.

* o grifo é nosso

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�7.
5 - NORMAS CATALOGRÂFICAS E BIBLIOGRÁFICAS
As normas asseguram a uniformidade dos

processos

de catalogação e de referência bibliográfica e, conseqüentemente,
a uniformidade dos catãlogos de bibliotecas e das bibliografias
nacionais, fator indispensável na transferência da informação b^
bliogrãfica.
Estas normas compreendem:
- codigos de catalogação;
- normas de referência bibliográfica;
- listas de cabeçalhos de assunto e, modernamente, os "thesauri";
- sistemas de classificação;
- sistema internacional de numeração de livros.
vários estudos já foram e vêm sendo feitos em

ní-

veis nacional e internacional.

5.1 - Codigos de catalogação e Normas de referência bibliográfica
Em 1967, os comitês de catalogação representando
os Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá produziram as
Anglo3
American Cataloging Rules
(AACR), textos norte-americano e
inglês , já aceitas internacionalmente, traduzidas para o
portu-.4
gues , espanhol, francês etc.
As regras deste codigo para escolha do cabeçalho principal basearam-se em princípios

concordes

dos representantes dos serviços nacionais de bibliografia de

53

países e de 12 organizações internacionais que se reuniram

na

Conferência Internacional sobre os Princípios de Catalogação, Pa
ris, 1961^.

Suas regras para Catalogação descritiva (elementos

bibliográficos identificadores do documento) de monografias serviram, por sua vez, de base ãs novas Normas Internacionais de Referencia Bibliográfica (ISBD)° - já traduzidas para o português"^
pela bibliotecária paulista Maria Luiza Monteiro da Cunha - elaboradas por um Grupo de Trabalho da IFLA e aprovadas pela

ISO.

Estas normas irão constituir o Capítulo 6 do AACR em sua próxima
edição, e já vêm sendo adotadas pelas bibliografias nacionais de
alguns países e, em breve pelos MARC/LC, MARC/UK e Í-IARC/Canadá,
e no futuro, pelo CALCO, no Brasil.

Digitalizado
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�8.
As Centrais do SIC, CBL e SNEL adotam o AACR.

5.2 - Listas de cabeçalhos de assunto
Embora jâ tenha sido constatado que os

tradicio-

nais cabeçalhos de assunto, bem como os termos-chave de

outros

sistemas de indexação coordenada, não satisfaçam inteiramente

ã

recuperação da informação, continuarão a ser usados, ainda por
algum tempo, nos catálogos de bibliotecas.
Experiências feitas pelos M/\RC/LC e MARC/UK, e pelo sistema de Disseminação da Informação Seletiva (SDI) da Uni—
versidade de Indiana mostraram que na área de"ciências

sociais

os cabeçalhos de assunto da LC (Biblioteca do Congresso dos EUA)
são mais eficazes na recuperação da informação do que os números
de classificação incluídos nas fitas magnéticas do MARCS

•

Ate que uma nova e mais adequada abordagem de assunto comprove sua eficiência, os cabeçalhos de assunto serão re
cuperados eletronicamente, desde que baseados em listas

revis-

tas, atualizadas e perfeitamente normalizadas.
No Brasil, a situação e bastante precária e insipi
ente sob este aspecto, o que dificulta bastante o trabalho

e

a

uniformização dos catálogos das bibliotecas.
As Centrais do SIC, da CBL e do SNEL adotam a lista geral da LC traduzindo-a e adaptando-a, e pretendem publicála;

aliás, urge esta publicação.

As letras A, B e Anexos

já fo-

ram publicados pelo SIC e, dentro de seu cronograma de trabalho,
culminará em final de 1974.
Quanto ãs listas especializadas, temos, também, em
processo de publicação a do Grupo de Trabalho em Tecnologia,
Associação Paulista de Bibliotecários.
sados na área tecnológica.

Ed.

da

Cabeçalhos de assunto u-

preliminar (letras A a D).

Com a criação desses Grupos de Trabalho no Brasil,
iniciados em São Paulo e, conseqüentemente, a criação de redes
de Bibliotecas por especialidades, estamos dando grande passo pa
ra a solução da organização das bibliotecas brasileiras , dentro
dos mesmos critérios de uniformização.

Daí, naturalmente, advi-

rão várias publicações, principalmente as listas especializadas

2

3

4

5

6

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�9.
de cabeçalhos de assunto ou os thesauri.

Sobre estes últimos,a

Comissão de Terminologia da ABNT esta traduzindo o "Macro-thesau
rus" da OCDE (Organisation de Cooperation et de Developpment Eco
nomique) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, o "th£
saurus'* do EUDISED (European Documentation and Information

Sys-

tem for Education).

5.3 - Sistemas de Classificação bibliográfica
Os Centros de catalogação-na-fonte da CBL e do
SNEL adotam permanentem.ente o CDD - sistema mais utilizado pelas
bibliotecas brasileiras pela sua praticabilidade quanto ã arruma
ção dos livros nas estantes - e o CBU para oS livros
em co-edição com o INL,

publicados

Este sistema e utilizado apenas em

16%

das bibliotecas especializadas, talvez por sua complexidade

de

notação, como pela dificuldade na aquisição de suas tabelas e

a

morosidade com que as mesmas são divulgadas em língua portuguesa.
A IBBD/CDU, comissão brasileira encarregada de sua
tradução e publicação incluiu em seu programa de trabalho para o
ano de 1973 a impressão das classes desenvolvidas 32,
55,

61, 7 e 8

34,

(a classe 37 acaba de sair em sua edição

nar) e, para 1974, a impressão da edição media.

35,

37,

prelimi-

Esta edição te-

rã seu índice feito por computador, pela bibliotecária Elvia Andrade de Oliveira, Diretora do Serviço de Bibliografia do

IBBD,

baseado em experiência feita para sua tese de Mestrado do

Curso

de Ciência da Informação do IBBD/UFRJ.
Segundo recomendação da última e recente

reunião

da FID/CCC, realizada em Budapeste, nenhuma edição da CDU

pode

ser publicada sem índice, como ocorreu com a media em língua fran
cesa, alias muito divulgada no Brasil.

5.4 - Sistema Internacional para Numeração de Livros (ISBN)
0 sistema Standard Book Number (SBN) - Sistema Nor
malizado para numeração de Livros - foi criado pelos
com a finalidade de identificar mais rapidamente um

ingleses
determinado

livro e facilitar sua encomenda e incrementar sua divulgação
travês de bibliografias, catãlogos, listas de editores e
catalogrãficas.

3

4

5

fichas

Devido ãs suas vantagens e ã crescente interna-

cionalização dos editores foi aprovado pelo ISO e

2

a-

6

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transformado

�10.
em ISBN e vem sendo adotado por inúmeros países, não so

pelos

editores como pelas Centrais de catalogação e Serviços bibliogra
ficos.
No Brasil, o assunto foi estudado e apresentado ao
9
~
IV Encontro de Editores de Livros , realizado em Sao Lourenço em
1971,

Como resultado foi criada uma Comissão em junho do corren

te ano para atribuir ãs Editoras os codigos correspondentes,
aos livros por elas editados os números específicos, de

e

acordo

com as normas internacionais do ISBN - Internacional

Standard

Book Number.

6 - automaçAo da catalogação
A grande massa de publicações que vem invadindo em
proporção geométrica as bibliotecas e os centros de documentação
nas últimas décadas, levaram os bibliotecários, documentalistas
e cientistas da informação a utilizar processos eletrônicos para
o registro, controle, recuperação e disseminação da informação.
A Biblioteca do Congresso dos EUA, pioneira

nos

estudos avançados de catalogação, diante do impacto da excessiva
produção bibliográfica, criou, em 1966, o form.ato MARC
readable-cataloging)

(Machine-

que possibilitou a conversão dos dados cata

lográficos em forma legível por computador.
A diferença básica entre a catalogação tradicional
em fichas impressas e o novo formato e que as informações contidas na primeira são expressadas implicitamente e, na segunda, ex
plicitamente, isto e, todas as informações incluídas nas

fichas

catalográficas e registradas em fita magnética constituem

uma

massa de dados, os quais são todos recuperáveis conforme as

ne-

cessidades dos usuários.
0 formato MARC inicial evoluiu para o formato MARC
II e considerado, atualmente,

internacional, vem sendo

adaptado

e usado por vários países: MARC/UK (Grã-Bretanha), MARC/Canadá,
MONOCLE/França, ANNA/Itália, CALCO/Brasil etc.
Sendo todos os formatos compatíveis, criou-se

a

possibilidade de transferência da informação bibliográfica através do intercâmbio de fitas magnéticas.

2

3

4

5

6

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�11.
0 CALCO foi elaborado pela Profa. Alice

Príncipe

Barbosa, Diretora do SIC, como resultado de sua tese de

Mestra-

do^^ ao Curso de Ciência da Informação do IBBD/UFRJ.
Este formato esta sendo utilizado na Central

do

SIC, que serã alimentada pelas Bibliotecas públicas e especializadas, cujos acervos sejam mais representativos, pelos Centros
de Catalogação-na-fonte
neiro (BN).

e pela Biblioteca Nacional do Rio de Ja

Com essa massa de informações o SIC constituir-se-ã

em um Banco de Dados Bibliográficos que servira de suporte

ao

Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica (SNICT),
com capacidade para publicar, em tempo útil, a bibliografia

na-

cional corrente, através da BN, e o catalogo coletivo de livros;
para distribuir, em tempo útil, as fichas catalogrãficas impressas; e para informar, em tempo útil, sobre o potencial bibliogra
fico mundial, através do intercâmbio de fitas magnéticas.

6.1 - Projeto MARCAL (Il^RC para America Latina)
Com a proposição da OEA para o Projeto MARCAL e
recomendação de REPLICA, Medellin, Colombia, fev.

a

1973 - ainda

sob a égide da mesma - para que o formato MARCAL resultasse
desenvolvimento do CALCO^^ (com flexibilidade para as

do

línguas

portuguesa, espanhola e inglesa), foi criada a possibilidade

do

registro e da recuperação dos dados catalogrãficos em âmbito con
tinental, extrapolando-se para a Espanha, onde o formato existen
te não é compatível com o MARC.
Criada esta grande possibilidade e mais a

difusão

de Centros de catalogação-na-fonte na América Latina teremos

um

desenvolvimento dos trabalhos catalogrãficos dentro de um sistema integrado e solidãrio que beneficiarã a todos eqüitativamente.

7 - CONCLUSÃO
Se as editoras comerciais brasileiras estreitarem,
cada vez mais, sua colaboração com os bibliotecãrios, através da
participação nos trabalhos de catalogação-na-fonte, a produção
livreira nacional serã registrada naciçamente na Central do

SIC

do IBBD pelo encaminhamento das fichas catalogrãficas elaboradas
pelos Centros da CBL e do SNEL.

Desta forma atingiremos mais ra

pidamente o alvo desejado:

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16

17

18

1

�12.
- divulgar a produção bibliográfica nacional no Brasil e no Exterior através de fitas magnéticas, ficbas impressas e da

bi-

bliografia nacional e, conseqüentemente, incrementar a enco—
menda e a venda da produção livreira nacional;
- uniformizar os catálogos das bibliotecas brasileiras,
das normas nacionais e internacionais adotadas pelas

através
Centrais

de catalogação;
- possibilitar e facilitar o empréstimo-entre-bibliotecas, através da publicação do Catálogo Coletivo de Livros.

8 - BIBLIOGRAFIA

1) GILJAREVSKIJ, R. S. - La diffusion internacionale des fiches
de catalogue; situation actuelle et perspectives d'avenir.
Paris, Unesco, 1968. 14 p.
2)

CARNEIRO, Regina - Catalogação na fonte. In: ENCONTRO DE ED^
TORES E LIVREIROS, 3, Serra Negra^ S.P.
Relatório da Comissão coordenadora. São Paulo, Camara Brasileira do Livro; Rio de Janeiro, Sindicato Nacional dos Editores de
Livros, 1970. p. 46-53

3) AIÍGLO-AMERICAN CATALOGING RULES, prepared by the American
Library Association, the Library of Congress, the Library
Association and the Canadian Library Association. North
American text. Chicago, ALA, 1967.
4)

CÓDIGO DE CATALOGAÇAO ANGLO-AMERICANO, preparado pela Associação Americana de Bibliotecas (ALA), Biblioteca do Con
gresso dos Estados Unidos (LC), Associação Britânica
de
Bibliotecas (LA), Associação Canadense de Bibliotecas
(CLA). Trad. e adapt. do texto norte-americano editado
pela ALA, por Abner Lellis Corrêa Vicentini. Brasília,Ed.
dos Tradutores, 1969. 528 p.

5) CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE OS PRINCÍPIOS DE CATALOGAÇAO, Paris, 1961. Statement of principies adopted at the
International conference...
Annotated edition wxth commentary and examples, by Eva Verona. London, IFLA Committee on Cataloguing, 1971.
6) federaçAo internacional de associações de bibliotecários.
Grupo de Trabalho. International standard bibliographic
description (for single volume and multi-volume monographic publications) London, IFLA Committee on cataloguing, 1971.
7)

cm

2

FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECARIOS.
Grupo de trabalho. Descrição bibliográfica internacional
normalizada
(para as monografias em um ou varios volumes) Trad. de Maria Luiza Monteiro da Cunha. São Paulo,
USP, Biblioteca Central, 1972, 34 f. num.

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�13.
8) CANADA. National Library. Canadian Task Group on Cataloguing
Standards. Cataloguing standards;
the report... Ottawa,
1972. 91 p.
9) FROTA, Lia M. A. - Sistema normalizado para numeração de livros ; trabalho apresentado ao IV Encontro de Editores de
Livros, São Lourenço, 1971. Rio de Janeii''o, SNEL; São Pau
lo, CBL, 1971. 6 p.
10)

BARBOSA, Alice Príncipe. Projeto CALCO; adaptação do MARC II
para implantação de uma Central de processamento da catalo^açao cooperativa.
Rio de Janeiro, IBBD, 1972. 81 p.
(Dissertação final 'apresentada ao IBBD/UFRJ^ para obtenção
de grau de Mestre em Biblioteconomia e Documentação).

11)

2

2^ ed. rev.
IBBD, 197^ (em impressão)

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Digitalizado
gentilmente por:

e ampl. Rio de Janeiro,

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Documentação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A importância da ficha catalográfica como veículo inicial para a disseminação dos dados bibliográficos. O papel das centrais de catalogação e sua profícua contribuição à normalização, à economia e ao aproveitamento da mão-de-obra qualificada. Catalogação-na-fonte no Brasil e a necessidade de conscientização dos editores para sua participação direta e maciça no sistema, o qual visa a divulgar antecipadamente a produção livreira nacional e a incrementar sua venda no País e no exterior. Catalogação-legível-por computador através dos formatos MARC II, CALCO e MARCAL para maior rapidez na recuperação e disseminação dos dados catalográficos em fitas magnéticas, fichas, bibliografias e catálogos - instrumentos básicos para a transferência da informação bibliográfica.</text>
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